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Em ato público estudante manda recado "Temer é verbo e não presidente!"

fevereiro 01, 2017
Portando um cartaz onde se lia "Temer é verbo, não presidente", Joana Frydman, 18, estudante, questionava a legitimidade do presidente interino: "Não reconheço Temer como presidente, porque o plano de governo dele é ilegítimo, não foi votado. Eu defendo eleições gerais". Joana estivera dois dias antes na mesma Paulista, para protestar contra a cultura do estupro, junto com outras centenas de mulheres.





A ativista diz que o impeachment foi um jeito de a direita fazer mudanças e cancelar direitos sociais sem ter conseguido isso nas urnas. "Querem atrasar o país em pelo menos 100 anos. Abolir a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] de um jeito inconstitucional." Mas confessa estar em dúvida quanto ao futuro,

TIRARAM UMA PRESIDENTE HONESTA e HONRADA PARA MANTER OS CORRUPTOS NO PODER ...

novembro 19, 2016

Quando o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff ganhou impulso na Câmara dos Deputados, o escritor português Miguel Sousa Tavares cravou uma definição lapidar do que estava a acontecer no Brasil: uma assembleia de bandidos, presidida por um bandido.

"Eu não sou juiz de honestidade, seriedade de ninguém. Julgo a gestora, isso que me cabe como eleitor. A Dilma se mostrou inepta e incapaz como gestora e absolutamente inapetente como política para ser presidente de um país com as complexidades de um país como o Brasil.

Dilma Rousseff mulher honesta e honrada 
Tavares se referia a Eduardo Cunha, que, como se sabe, foi preso na Lava Jato acusado de movimentar diversas contas secretas em paraísos fiscais.
Outro apoiador do impeachment foi Sergio Cabral, que mandou seu próprio filho a Brasília, como deputado por um dia, para votar a favor do golpe parlamentar de 2016.

Cabral, todos sabem, foi o personagem da semana.
Agora, chega a vez de Geddel Viera Lima, braço direito de Michel Temer, e um dos principais articuladores da trama golpista.


Geddel também fez um comentário sobre a honestidade da presidente derrubada Dilma Rousseff. "Eu não sou juiz de honestidade, seriedade de ninguém. Julgo a gestora, isso que me cabe como eleitor. A Dilma se mostrou inepta e incapaz como gestora e absolutamente inapetente como política para ser presidente de um país com as complexidades de um país como o Brasil. A honestidade ou desonestidade dela não me cabe avaliar. Estou convencido de que ela burlou a Constituição e cometeu crime de responsabilidade fiscal e por isso está afastada pelo Senado", afirmou.
Bom, sabe-se agora, por Marcelo Calero, que Geddel não tem a honestidade necessária para o cargo que ocupa e, como gestor, é absolutamente incapaz. Contra ele, pesa a acusação de usar seu cargo para pressionar Calero a liberar a licença de um empreendimento onde tem um imóvel de R$ 2,4 milhões – advocacia administrativa na veia.
Desfecho merecido para um País se deixou levar por um golpe parlamentar conduzido por políticos corruptos contra uma mulher honesta.
Deu no que deu. 

Declaração do Ex-Ministro de Temer "O governo Temer quer abafar a Lava Jato"

setembro 10, 2016

Fábio Medina Osório, demitido do posto de advogado-geral da União Colocou a boca no trombone 

                              Declaração Fabio Medina "O governo Temer quer abafar a Lava Jato"

Fábio Medina Osório, demitido do posto de advogado-geral da União após discutir com o chefe da Casa Civil Eliseu Padilha, levou os lábios ao trombone. Disse à revista Veja que foi mandado para o olho da rua porque decidiu cobrar de empreiteiros e políticos envolvidos na Lava Jato o ressarcimento ao erário do dinheiro público roubado. “O governo quer abafar a Lava Jato”, declarou o agora ex-ministro. “Tem muito receio de até onde a Lava Jato pode chegar.” Na versão de Fábio Medina, seu estranhamento com Padilha começou há cerca de três meses, quando a Advocacia-Geral da União foi à Justiça contra as construtoras enroladas no petrolão. Na sequência, o doutor pediu e obteve no Supremo Tribunal Federal acesso aos inquéritos em que figuram como protagonistas políticos que lambuzaram no petróleo. A maioria deslizou suavemente do apoio ao governo Dilma Rousseff para o condomínio que dá suporte congressual à gestão de Michel Temer. Fábio Medina planejava mover contra os políticos ações por improbidade administrativa, com pedidos de bloqueio de bens. Obteve na Polícia Federal a lista dos seus primeiros alvos —14 parlamentares e ex-parlamentares, dos quais 11 estão integrados ao bloco governista.


Capa da Revista Veja -Conexão política

São três do PMDB: Renan Calheiros, presidente do Congresso, Valdir Raupp e Aníbal Gomes; oito do PP: Arthur Lira, Benedito de Lira, Dudu da Fonte, João Alberto Pizzolatti Junior, José Otávio Germano, Luiz Fernando Faria, Nelson Meurer e Roberto Teixeira; e três do PT: Gleisi Hoffmann, Vander Loubet e Cândido Vaccarezza. Responsável pela indicação de Fábio Medina para a chefia da AGU, Eliseu Padilha chamou-o para uma conversa no seu gabinete, no quarto andar do Palácio do Planalto, na noite de quinta-feira. Após discutirem, o chefe da Casa Civil demitiu o interlocutor. Travaram o seguinte diálogo, de acordo com o relato do demitido: — Pois é, Padiha, a sua opção é equivocada. Se nada for feito, o governo vai acabar derretendo. — Você está me ameaçando? — De jeito nenhum. Você está me demitindo porque estou fazendo a coisa certa. Fábio Medina manifestou o desejo de conversar com Michel Temer. E Padilha, em timbre peremptório: — Não, ele não vai falar com você. Temer só conversaria com o doutor na sexta-feira. Pelo telefone, confirmou a demissão que Padilha anunciara na véspera. Medina refere-se a Temer de forma respeitosa: “Ele é uma pessoa que admiro muito, elegante, bem-intencionado, quer fazer o bem para o Brasil, ao
contrário do Padilha.” Autorizado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, a apalpar os dados disponíveis nos inquéritos, Medina esbarrou no que parecia ser a tarefa mais


simples. Precisava copiar os processos num HD. A tarefa estava a cargo da advogada Grace Fernandes Mendonça, que demorava a executá-la. Ela alegava, sempre segundo a versão de Medina, que não conseguia encontar o aparelho necessário, um HD externo. Medina enxerga as digitais do chefe da Casa Civil na protelação. “Me parece que o ministro Padilha fez uma intervenção junto a Grace Mendonça, que, de algum modo, compactuou com essa manobra de impedir o acesso ao material da Lava Jato”, acusou o demitido. Consumada a demissão, quem vai à chefia da AGU uma mulher. Justamente a doutora que não conseguiu providenciar o HD. A troca foi formalizada num comunicado curto da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Diz o texto: “O presidente Michel Temer convidou hoje para ocupar o honroso cargo de advogado-geral da União a doutora Grace Maria Fernandes Mendonça, distinta profissional e servidora de carreira daquele órgão. O presidente agradece os relevantes serviços prestados pelo competente advogado doutor Fábio Medina Osório, que deixa o cargo.” Com a cabeça já separada do pescoço, Medina foi crivado de menções desairosas feitas por auxiliares de Temer. Em privado, o “competente advogado” foi chamado de gestor relapso. Os “relevantes serviços prestados” viraram pó em relatos que incluíam uma suposta barbeiragem de Medina, cuja imperícia retardou a troca de comando na EBC, a Empresa Brasil de Comunicação. Fábio Medina não se dá por achado. Ele assegura que Eliseu Padilha lhe havia informado que sua decisão de perscrutar os políticos da Lava Jato “tinha causado desconforto” no governo. O chefe da Casa Civil dizia que “não era o papel da AGU.” Algo de que o demitido discorda: “Expliquei que não podia me omitir. Poderia ser acusado de prevaricação. Percebi, depois disso, que virei alvo de ataques, intrigas e fuxicos que saíam do próprio palácio.” Mas, afinal, cabe mesmo à AGU ajuizar pedidos de ressarcimento em escândalos como o petrolão? “Claro”, responde Fábio Medina. “Por força da lei, a AGU tem a obrigação de buscar a responsabilizaçãoo de agentes públicos que lesam os cofres federais. A AGU é um órgão de Estado, deve atuar à luz dos princípios que regem a administração pública, quais sejam, impessoalidade, moralidade, eficiência, legalidade. Ou seja, não é vinculada a critérios de conveniência e oportunidade, muito menos a parâmetros políticos ou discricionários do governo.” O que o ministro demitido afirma, com outras palavras, é o seguinte: Eu queria cumprir com a minha obrigação. Mas o ministro Padilha, hoje o mais influente auxiliar do presidente da República, quis me forçar a prevaricar, em nome da tranquilidade que o governo precisa assegurar aos políticos suspeitos que o apoiam no Congresso. Tudo isso apenas dez dias depois da efetivação de Michel Temer no cargo de presidente da República. – Atualização feita às 16h43 deste sábado (10): A Advocacia-Geral da União, agora sob o comando de Grace Mendonça, divulgou uma nota rebatendo as declarações do demitido Fábio Medina Osório. Pressionando aqui, você lê notícia a respeito do tema. via uol



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