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Dilma viajará para Espanha, França, Portugal e Itália denunciando o golpe

janeiro 19, 2017
 A presidente Dilma  viajará a Sevilha (Espanha), Lecce (Itália) e Paris (França) entre os dias 21 de janeiro e 5 de fevereiro. No Diário Oficial (DOU) desta quarta-feira, dia 18, foi autorizado o afastamento de assessores e seguranças para acompanhar a presidente na Europa.

Em Sevilha, está prevista a presença de Dilma no seminário "Capitalismo Neoliberal, Democracia Sobrante", organizado por universidades da Espanha e Portugal. De acordo com a programação do evento, Dilma fará a palestra inaugural com o tema "O ataque à democracia no Brasil e na América Latina". Leia também:

Dilma fará a palestra inaugural com o tema "O ataque à democracia no Brasil e na América Latina" 
Conexão política

MICHEL TEMER : FIM DA LINHA

dezembro 03, 2016
um pedido de impeachment contra Michel Temer (PMDB), no qual o presidente é acusado de também ter atuado para pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para a liberação de uma obra de interesse pessoal do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).

Impeachment de Temer 


O líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), afirmou que tanto Geddel quanto Temer praticaram os crimes de tráfico de influência e advocacia administrativa (uso de cargo público para defender interesse particular) e que Temer foi "condescendente" ao não demitir Geddel. "O interesse privado do ministro Geddel em um apartamento de luxo virou um problema da cúpula do governo", disse Valente.

Após pedir demissão, Calero afirmou ter sido pressionado por Geddel para que fosse revertida a decisão do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que embargou a construção do edifício La Vue, em Salvador, onde Geddel comprou um apartamento. O órgão de patrimônio não permitiu os 30 andares do prédio em região de bens tombados da capital baiana.


Geddel, assim como o presidente Temer, admitiu ter tratado do assunto com Calero, mas negou ter pressionado o ex-ministro. O Iphan é administrativamente subordinado ao Ministério da Cultura.

A repercussão do caso levou Geddel a pedir demissão do ministério. Temer ainda não indicou o substituto.


Outros partidos de oposição também patrocinam uma ofensiva contra Temer. Parlamentares do PT devem pedir ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que investigue a atuação de Temer no caso. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) articula com movimentos sociais e juristas a apresentação de um outro pedido de impeachment do presidente.

Temer nega pressão

Temer afirmou que sua conversa com Calero sobre o assunto foi uma tentativa de "arbitrar" um conflito entre órgãos diferentes da administração.

A obra foi embargada por um departamento nacional do Iphan após ter recebido parecer favorável da superintendência do órgão na Bahia. Na conversa com Calero, o presidente pede que o caso seja analisado pela AGU (Advocacia-Geral da União).

Temer também afirmou que a possibilidade de Calero ter gravado o diálogo entre os dois seria "indigno" e "gravíssimo". O ex-ministro da Cultura afirmou, em entrevista ao "Fantástico", que gravou uma conversa que manteve com Temer e diálogos travados com ministros do governo, sem especificar quais.

O STF (Supremo Tribunal Federal) considera legal o uso como prova em processos judicias de conversas gravadas por um dos interlocutores.

Tramitação
Para que seja de fato aberto um processo de impeachment, primeiro o pedido precisaria ser aceito pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já declarou não ver no caso motivo para o impedimento de Temer.


Se aceito por Maia, para que o processo seja instalado, é preciso o apoio de ao menos dois terços dos deputados, ou 342 das 513 cadeiras da Câmara.

Valente afirmou que a hipótese de o pedido ser rapidamente arquivado por Maia geraria um "imenso desgaste político" ao presidente da Câmara. "Nós esperamos seriedade e isenção", disse.


BIG GOLPE BRASIL

novembro 25, 2016



conexão política -Geddel eliminado






                                                       Geddel Eliminado do planalto
                                                           CONEXÃO POLÍTICA

Acusação contra Geddel é grave e joga crise no colo de Temer

novembro 19, 2016
É grave a acusação de Marcelo Calero contra o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) publicada na edição deste sábado (19) da Folha. Diante das declarações do ministro da Cultura, que anunciou na sexta (18) sua saída do cargo, o presidente Michel Temer tem duas alternativas: ignorá-las e aceitar as justificativas de Geddel, ou demitir uma figura do núcleo duro de sua gestão. A demissão de Calero deixou de ser uma mera divergência interna, como tentou transparecer o Planalto na sexta. Os motivos de sua saída são muito mais sérios do que se imaginava.

                                   Acusação contra Geddel é grave e joga crise no colo de Temer
As duas medidas desgastam o governo. Segurar Geddel, acusado por Calero de pressioná-lo para favorecer interesses pessoais, joga para dentro do Planalto uma crise inesperada. Uma crise inconveniente para Temer pelo fato de Geddel ser estratégico como articulador político nas negociações com o Senado para aprovar a PEC do teto de gastos públicos, carro-chefe do governo para tirar a economia do buraco em 2017.

A segunda possibilidade para o presidente é controlar a turbulência imediatamente, tirar Geddel, mas ao mesmo tempo admitir que um dos seus principais assessores de confiança atuou para se beneficiar pessoalmente. É crise do mesmo jeito. Na entrevista a Natuza Nery e Paulo Gama, Calero fornece detalhes da pressão que teria sofrido por parte de Geddel.
Segundo ele, o ministro o procurou por cinco vezes para que intercedesse na aprovação do projeto imobiliário La Vue Ladeira de Barra, em Salvador, sob avaliação do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão subordinado ao Ministério da Cultura.
De acordo com Calero, o ministro afirmou ser proprietário de um apartamento no complexo. "E aí, como é que eu fico nessa história?", teria dito Geddel. Calero afirma que Geddel agiu de maneira "truculenta e assertiva", tendo feito uma ameaça ao colega de Esplanada: "Se for o caso eu falo até com o presidente da República".

O ministro da Cultura foi o quinto a deixar o governo desde que Temer assumiu a presidência, em maio. Antes deles, saíram Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Henrique Alves (Turismo) e Fábio Osório (Advocacia-Geral da União).
Geddel será o sexto? A decisão está nas mãos de Temer ou do próprio Geddel. via Uol

Na mira do STF : julga ação que pode tirar presidente senado Renan do cargo

outubro 26, 2016



A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, marcou para 3 de novembro, quinta-feira da semana que vem, o julgamento de uma ação que pode abrir caminho para retirar Renan Calheiros do cargo de presidente do Senado. A Corte terá que decidir se um réu pode ocupar cargos situados na linha de sucessão da Presidência da República. Como presidente do Senado, Renan é, hoje, a terceira autoridade na rota sucessória. Se por alguma razão Michel Temer e Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, não puderem assumir o Planalto, é Renan quem assume.
Renan Calheiros vai cair após voto supremo
Numa sessão realizada em 5 de maio, o Supremo afastou o então deputado Eduardo Cunha do comando da Câmara a pedido da Procuradoria da República. Um dos argumentos esgrimidos pelo relator do caso, ministro Teori Zavascki, foi justamente o de que não convinha manter a poltrona de presidente da República ao alcance de um réu.
Teori anotou em seu voto: “…Não há a menor dúvida de que o investigado não possui condições pessoais mínimas para exercer, neste momento, na sua plenitude, as responsabilidades do cargo de presidente da Câmara dos Deputados, pois ele não se qualifica para o encargo de substituição da Presidência da República, já que figura na condição de réu no inquérito 3983, em curso neste Supremo Tribunal Federal.” A tese foi endossada pela unanimidade do plenário do tribunal.
RENAN NA MIRA STF 
Agora, os ministros do Supremo terão de dizer se as razões que justificaram o afastamento de Cunha se aplicam às outras autoridades que compõem a linha sucessória. Se a resposta for positiva, bastará que Renan se torne réu na Lava Jato ou em qualquer outro escândalo para ser apeado do comando do Senado. A ação foi protocolada pela Rede, legenda de Marina Silva. O relator é o ministro Marco Aurélio Mello.
A hipótese de Renan ser enviado pelo mesmo Supremo ao banco dos réus não é negligenciável. Além de responder a oito inquéritos na Lava Jato, o presidente do Senado já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República no caso em que é acusado de pagar as despesas de uma filha que teve for a do casamento com propinas recebidas da Constrututora Mendes Júnior.
 
Renan Ameaça Temer e Ministro da Justiça
O caso é de 2007. Está pronto para ser julgado há 3 anos e 8 meses. Desde o dia 4 de outubro, encontra-se sobre a mesa de Cármen Lúcia, para que ela marque a data do julgmamento. Algo que pode ocorrer a qualquer momento. É contra esse pano de fundo que Renan comprou briga com o “juizeco de primeira instância” que autorizou a Polícia Federal a varejar a Polícia do Senado. Em resposta, Cármen Lúcia exigiu “respeito” ao Judiciário.
Em visita ao Planalto, na manhã desta terça-feira, Renan pediu a Michel Temer que intermediasse uma conversa com Cármen Lúcia. Contactada pelo presidente da República, a ministra alegou ter dificuldades para encaixar o encontro em sua agenda. Ficou de verificar. Renan chegou a celebrar o encontro em entrevista (assista abaixo). Horas depois, porém, Carmén Lúcia refugou o convite. E Temer viu-se compelido a cancelar o encontro que ocorreria nesta quarta-feira.

O presidente russo Vladimir Putin deixa Michel Temer de Fora.

outubro 17, 2016


        Por questões políticas, Vladimir Putin não se reunirá com Temer.

                                     Rejeição a Michel Temer 

O presidente russo Vladimir Putin menos com MICHEL TEMER

O presidente russo Vladimir Putin se reunirá com todos os líderes dos Brics, aliança formada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul em Goa, na Índia, exceto com o presidente brasileiro Michel Temer, devido a questões políticas. A Rússia não avaliza a política pro-Estados Unidos que o governo brasileiro vem adotando em detrimento de um mundo multipolar.

Assista o vídeo na integra  


     
De acordo com a emissora russa RT, os membros dos Brics precisam entender melhor o novo direcionamento do país em relação ao grupo, após a “mudança brusca da política no Brasil”.


Apesar de não se reunir separadamente com Temer, Putin conversou com o peemedebista durante o jantar de ontem (15), ao final do primeiro dia da Cúpula dos Brics na cidade indiana.
Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, a conversa girou em torno das mudanças econômicas que ocorrem no Brasil e, em particular, em torno da polêmica PEC 241.


Na cúpula de Goa, os líderes dos Brics elaboraram um documento onde pedem a reforma do Conselho de Segurança da ONU.
Os debates, no entanto, giraram em torno da criação do Novo Banco dos Brics, que começa a financiar iniciativas de sustentabilidade. A entidade criada pelos países em desenvolvimento pretende ser uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Ienternacional (FMI) e terá, no início, US$ 2,5 bilhões em caixa.

Sucessores de Dilma São acusados de Corrupção

agosto 31, 2016
A AP (Associated Press) publicou uma reportagem nesta terça-feira (30), reproduzida em jornais como o norte-americano Washington Post, em que lembra que os três próximos da linha de sucessão da presidente Dilma Rousseff, respondem a acusações de corrupção
O primeiro na linha, o presidente interino Michel Temer, foi delatado pelo ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, por ter supostamente pedido dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras para pagar contas da então candidatura de Gabriel Chalita (então no PMDB, hoje no PDT) à Prefeitura de São Paulo, em 2012. As quantias teriam sido transferidas por forma de doação legal pela empreiteira Queiroz Galvão.
Além disso, Temer foi acusado de ter apontado um lobista para distribuir entre 1997 e 2001 propinas oriundas de negócios com etanol. O interino nega todas as acusações, mas a AP lembra que ele está inelegível por oito anos por cometer crime eleitoral em 2014.
O segundo da linha sucessória é Rodrigo Maia, eleito recentemente para a Presidência da Câmara dos Deputados. De acordo com a agência, um auxiliar de um governador disse que Maia recebeu doações ilegais para campanhas políticas. Ele nega.
O terceiro, prossegue a Associated Press, é Renan Calheiros, presidente do Senado. Lembrando que Calheiros assume o governo em uma eventual viagem de Temer e Maia, a agência conta que o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu várias investigações contra ele no escândalo da Petrobras. Calheiros também foi delatado por Machado, que afirmou que o senador recebeu quase US$ 10 milhões em propinas por cerca de dez anos. O presidente do Senado também nega as acusações.

ENEM 2016 - Significado da Palavra Temer na Língua Portuguesa ?

agosto 27, 2016

A História vai se lembrar... Os "Juízes" de agora serão os condenados amanhã

agosto 26, 2016


No Congresso, os deputados endossaram os militares e clamavam pela renúncia
presidencial,alegando que Getúlio não tinha mais "condições de governar".


Os militares liderados pelo brigadeiro Eduardo Gomes, candidato derrotado por Getúlio nas eleições de 50, lançaram um manifesto exigindo a renúncia do presidente e ameaçando apelar às armas. 
Em, 24 de agosto de 1954, Vargas é encontrado morto em seu quarto no palácio do Catete. 

O cortejo que acompanhou o seu corpo do palácio do Catete ao aeroporto Santos Dumont (trasladado para São Borja, no Rio Grande do Sul) reuniu a maior multidão da história do Rio de Janeiro.

O suicídio de Getúlio, com o consequente clamor popular, adiou os planos golpistas por uma década.

O país inteiro quedou em estado de choque. Ninguém esperava por aquele desfecho para a crise que se abatera como uma nuvem negra sobre o governo, apesar de o próprio Getúlio ter dito, dias antes, com todas as letras: “Só morto sairei do Catete”.

  


  A imprensa brasileira tem as seguintes Manchete: "O Globo": "Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada". O "Estadão", como sempre, foi além: "Vitorioso o movimento democrático". Essa foi a tônica do conjunto da imprensa brasileira.
Em 1964, as mesmas forças dos poderosos se voltaram contra João Goulart. Em um comício  histórico  na Central da Brasil, em 13 de março, onde o presidente anunciou profundas reformas populares. A reação foi rápida.  Marcha da Família com Deus contra a "ameaça comunista",que levou uma multidão às ruas contra Jango.
 A legitimação do golpe pelo Legislativo foi completada pelo deputado Ranieri Mazzilli, que apoiou o Ato Institucional 1, passando o poder ao general Castello Branco e dando ares constitucionais à ditadura que se iniciava.




   Aos senadores que votarem pelo golpe, prováveis irão vencer, mas  lhes restará o repúdio das gerações futuras serão marcados para sempre  da história.


Afinal, Getúlio é tido hoje como um dos maiores líderes políticos de nossa história. E Lacerda não é nada mais que um golpista abjeto. Jango é lembrado pelo compromisso com o povo, expresso nas reformas de base. Já os militares que o golpearam estão marcados eternamente como responsáveis por um dos períodos mais sombrio da história brasileira.


o julgamento que se inicia hoje tem cartas marcadas.  Por todas essas razões, históricas e atuais, Dilma provavelmente será deposta de seu cargo que foi eleita democraticamente 54 milhoes de votos. 


                                                                  Dilma Julgado 21 anos depois 

 Michel Temer representar o mesmo grupo na história que não aceitou o resultados das urnas ou avanços dos benefícios aos trabalhadores. 

O programa de Presidente interino é desmontar a CLT, a previdência e liquidar os investimentos sociais. O que está em questão é desfazer de uma só vez o pacto da Constituição de 88 - com sua rede de proteção social - e o pacto lulista de 2003, que inclui a agenda de programas sociais e de investimento público. Um projeto como esse jamais passaria pelo crivo das urnas. Só pode tornar-se realidade pela via de golpe moderno.

O julgamento que se inicia hoje tem cartas marcadas.  Por todas essas razões, históricas e atuais, Dilma provavelmente será deposta de seu cargo que foi eleita democraticamente 54 milhoes de votos. 


     Carta de Getúlio Vargas 

    “Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.

.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.

                                                            Povo rezou pelo presidente Getúlio.

A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”


.
O Congresso brasileiro, portanto, tem a tradição de apoiar golpes. Os pretextos foram mudando de nome com o tempo: em 54 era o "mar de lama" ou a rua Tonelero; em 64 era o risco da "república sindicalista"; hoje se chama "pedalada fiscal". Ninguém acredita muito neles, no fundo todos sabem que as razões são de outra ordem, mas afinal é da natureza dos golpes que não se assumam como tal.

As verdadeiras razões estão quase sempre ligadas a interesses econômicos. Em 54, tratava-se de interromper o "populismo" varguista, que havia acabado de dobrar o valor do salário mínimo e nacionalizado o petróleo com a criação da Petrobras. Em 64, a questão era barrar as reformas propostas por Jango, que até hoje continuam pendentes e necessárias.


                                              A historia repete- se a comparação é mera coincidência 

"Procurador admite" eles foram usados para derrubar a presidente Dilma Rousseff

agosto 24, 2016
Sob anonimato, um procurador da Operação Lava Jato disse à jornalista Natuza Nery, responsável pelo Painel da Folha desta quarta (24), que o sentimento comum na força-tarefa hoje é de que eles foram usados para derrubar a presidente Dilma Rousseff e, agora que o impeachment está quase consolidado, estão sendo descartados. “Éramos lindos até o impeachment ser irreversível. Agora que já nos usaram, dizem chega”, disse o procurador.









Conforme o GGN mostrou semanas atrás, a Lava Jato bateu recorde de aparecimento nas manchetes de jornais durante o mês de março de 2016, criando o clima favorável ao impeachment de Dilma Rousseff na Câmara. Mais de um terço das capas da Folha foram dedicadas à operação e a outras investigações contra Lula. O próprio Datafolha nunca usou as pedaladas fiscais para questionar à população se Dilma merecia o impeachment. A pergunta feita era se as “revelações” da Lava Jato deveriam render o seu afastamento.
A fala do procurador ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes reagir ao vazamento de suposta delação da OAS citando Dias Toffoli, membro da Corte, apenas para criar constrangimentos. Segundo a colunista, “o Estado-maior da Lava Jato é unânime: o avanço das investigações sobre setores do Judiciário pode acabar se transformando em um freio na operação.”                                                                                                                    


Após o episódio, Gilmar deu uma série de entrevistas sinalizando que a Lava Jato está se comportando como um grupo de “heróis” sem limites e que deveria, ao invés disso, “calçar as sandálias da humildade”. O ministro também disparou contra uma das propostas defendida pelos membros da operação no Congresso, que trata da permissão de usar provas obtidas de maneira irregular, desde que de boa-fé. Chegou a dizer que isso é coisa de “cretino”.

Históricos de abusos

A suspensão e a pressão do Supremo para isso são atitudes inéditas na Lava Jato. Não é como se a operação já não tivesse se envolvido em episódios polêmicos que colocaram em xeque os limites de sua atuação.
A título de exemplo, no caso do vazamento de um grampo presidencial, por exemplo, o máximo que ocorreu foi o juiz federal Sergio Moro pedir desculpas a Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Dilma Rousseff, que foi derrubada na Câmara dias após esse vazamento, aponta que esse tipo de vazamento “é crime em qualquer lugar do mundo”.
Além disso, foram mais de 13 delações vazadas para a imprensa, sem nenhuma reação. O que levanta a pergunta: por que após dois anos e meio de Lava Jato, só agora Janot quer findar um acordo de cooperação por causa de um vazamento?
Hoje, o GGN aponta em artigo de Luis Nassif que a suspensão da delação da OAS é um“empate vitorioso” entre Gilmar e Janot, com um importante desdobramento sobre a classe política: deve livrar a cara de José Serra e Aécio Neves (PSDB) – além de alguns petistas – que, como já se sabia, eram citados por Léo Pinheiro na delação. via Forum



Com a reação do ministro do STF, o procurador-geral da República Rodrigo Janot veio à tona defender a Lava Jato do vazamento. Disse que a responsabilidade pelo factóide entregue à Veja era dos advogados da OAS, que estariam fazendo pressão para fechar a delação de Leo Pinheiro. Ele também afirmou que não existe nenhuma menção a Toffoli no depoimento. O PGR usou esse argumento para suspender as negociações.

Uma bela homenagem para Lula e Dilma na Final das Olimpíadas

agosto 22, 2016

Lula e Dilma é que levaram o Brasil a organizar dois grandes eventos esportivos questionados por alguns com certa razão e por muitos por absoluto ódio anti-nacional.


                       



E por uma elite Maimeira que adora desfilar de camisa verde e amarela, mas que não gosta do país em que vive.
O fato é que deu tudo muito mais certo do que errado.
Porque o brasileiro adora esporte.
E porque isso não é um problema, ao contrário.
E porque não é nada contraditório investir em grandes eventos e em esporte. E ao mesmo tempo tentar mudar as estruturas sociais do país.
Mas na esquerda, resiste ainda o péssimo hábito de tentar misturar as coisas.
De achar que uma vitória no esporte é algo que amplia o espaço do lado de lá.
Isso só acontece quando se abre mão da disputa de narrativas.
A direita valoriza esse ufanismo babaca do “sou brasileiro, com muito orgulha, com muito amor…”.
E nós deveríamos gritar, o Brasil não deve ser um quintal deles. E deve disputar sempre que possível para ter seu espaço.
Como na canoagem, no futebol, no vôlei, no atletismo, no judô…
Lula e Dilma disputam hoje uma narrativa histórica.
De sobrevivência política.
E nós de só xingar o Temer, o golpista, precisamos gritar que foram eles que fizeram isso acontecer.
Se hoje muitos brasileiros estão felizes. É preciso dizer que isso tem a ver com eles.
Que Lula e Dilma apostaram que era possível fazer essa festa aqui.
Como também apostaram no Bolsa Família, no Pré-Sal, no Pro-Uni, no Mais Médicos, numa diplomacia de cabeça erguida etc. e tal.
Valeu, Lula e Dilma.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), elegeu aqueles que considera os responsáveis pelo sucesso das Olimpíadas Rio 2016: Lula e Dilma.
Após acompanhar a cerimônia de encerramento dos jogos, o comunista usou suas contas nas redes sociais para homenagear os petistas,
“Minhas homenagens aos presidentes Lula e Dilma, que tiveram grande liderança e coragem para conquistar a Olimpíada do Brasil”, escreveu.
Lula e Dilma é que levaram o Brasil a organizar dois grandes eventos esportivos questionados por alguns com certa razão e por muitos por absoluto ódio anti-nacional.
Por uma lógica besta do “imagina na Copa”, que foi estimulado por veículos de comunicação, em especial pela Globo.
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que foi mais um acerto dos governos do ex-presidente Lula e da presidente afastada, Dilma Rousseff, a realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Ela citou outros grandes eventos internacionais realizados no Brasil nos últimos anos, como a Rio Mais 20, a visita do papa Francisco, os Jogos Mundiais Militares e a Copa do Mundo de 2014.
De acordo com Gleisi, é equivocada a afirmação de alguns analistas de que o Brasil surpreendeu o mundo com a qualidade desses eventos. Para Gleisi, nada veio por acaso e o resultado mostrou o esforço das gestões de Lula e Dilma para organizar esses eventos.
- Não é fácil realizar um evento dessa magnitude, porque não é só o Ministério dos Esportes envolvido. É a área de segurança, a área de infraestrutura, a área de logística, a área de educação, as forças armadas. Você mexe com o governo, com setores da iniciativa privada para que as coisas aconteçam. E tem grandes investimentos que ficam como legado para o país - afirmou.
A senadora homenageou ainda os atletas olímpicos que conquistaram medalhas nos jogos do Rio. Ela estendeu a homenagem aos demais atletas, que, mesmo com as dificuldades enfrentadas, estão representando o país nas competições.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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