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Michel Temer Isolado: Partidos aliados ameaçam debandada

maio 20, 2017


              Michel  Temer diz que fica e partidos aliados ameaçam debandada após delação da JBS.

há 12 pedidos de impeachment contra o presidente. Partidos vão usar o fim de semana para definir se abandonam Temer; DEM e PSDB só agirão juntos

Após as investigações contra o grupo que tramitam na Justiça Federal. Em outro trecho, o empresário diz que "está de bem com o Eduardo [Cunha]", e o presidente responde: "Tem que manter isso, viu?".Para o cientista político da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Marco Antônio Teixeira, os áudios comprometem o presidente "até o pescoço" e foi um erro ele não renunciar.... 

"O PSDB iria sair, mas voltou atrás, pois esperaria os áudios para decidir se permanece [no governo] ou não. E agora que saiu? Eles não vão apoiar sabendo do risco da legenda desaparecer, ainda mais porque o presidente do partido 

[Aécio Neves] foi afastado e está envolvido nisso tudo", afirma Teixeira.... 


A base congressual de Michel Temer (PMDB), que já chegou a quase 80% do Legislativo, ameaça implodir. Deputados e senadores filiados a partidos aliados como o PSDB, o DEM e o PPS já começam a debandar menos de 24 horas após a crise aberta pelas gravações feita pelo magnata da JBS, Joesley Batista, com Temer. Nos áudios, o empresário conta sua estratégia para conter o presidiário e ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ainda revela ao presidente ter agido para interferir na Operação Lava Jato por meio da cooptação de um procurador e dois juízes. Enquanto o presidente fez um pronunciamento para afastar a possibilidade de renúncia, nanicos do PTN confirmaram sua saída do Governo e o PSB, que ainda mantinha em suas filas alguns deputados que insistiam em permanecer entre os governistas, também desembarcou. Juntas essas legendas somam 156 dos 594 congressistas brasileiros. Até o PSDB, principal aliado e fiador do impeachment de Dilma Rousseff, chegou a cogitar o abandono de Temer.


O presidente Michel Temer isolado 






A última vez em que partidos aliados deixaram rapidamente uma base de apoio, o Brasil se deparou com a Câmara concordando com a abertura do impedimento da petista, há pouco mais de um ano, e ;é isso que o Planalto tenta evitar. Nos corredores do Legislativo, no entanto, uma das cenas mais frequentes nesta quinta-feira era a de parlamentares caminhando apressadamente para reuniões de emergência com assessores a tiracolo que os informaram sobre cada nova oscilação do mercado, das delações dos executivos da JBS ou de uma eventual renúncia do presidente.


Lideranças do PSDB e do DEM, principais aliados do governo, avaliaram neste sábado, que o novo pronunciamento do presidente Michel Temer foi uma tentativa de diminuir a pressão pública contra ele. "Foi uma tentativa de resistir aos fatos e à pressão popular. Pode ter algum efeito na opinião pública, que está revoltada também com a JBS", afirmou o secretário-geral do PSDB, deputado Sílvio Torres (SP).


Na linha do discurso do presidente, ele considerou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tem cometido "alguns equívocos, em razão da pressa". Pauderney Avelino criticou o empresário Joesley Batista, dono da JBS, que fechou acordo de delação premiada no qual apresenta gravação em que, de acordo com a PGR, Temer dá aval para compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Estamos diante de uma situação absolutamente inusitada. Enquanto o País amarga a pior crise das últimas décadas, delatores bilionários estão livres no exterior para usufruir o dinheiro amealhado de forma espúria dos brasileiros".
Abertura de inquérito contra presidente do Brasil Michel Temer 


Oposição
Já a oposição criticou o presidente. Segundo o líder do PT na Casa, Carlos Zarattini (SP), o pronunciamento de Temer foi de uma "desfaçatez total". "Ele tenta mudar os fatos, criar uma interpretação própria." "Ele faz uma mágica de tentar sair deste buraco que se meteu, jogando a culpa no Joesley e no PT. Ele não tem condição alguma de se livrar disso. O governo Temer não tem condições de se manter", disse.
Tensão no planalto 


Livre e solto
Em fala neste sábado, o presidente criticou duramente o empresário. Conforme Temer, o delator está "livre e solto", passeando pelas ruas de Nova York. "Ele não passou nenhum dia na cadeia, não foi preso, julgado nem punido, nem será. Cometeu, digamos assim, o crime perfeito graças a essa gravação fraudulenta e manipulada", declarou.


Por aparelhos As próximas 72 horas serão decisivas para o futuro do presidente Michel Temer. É o tempo que líderes de partidos que são os pilares de sua base no Congresso terão para decantar as acusações feitas por Joesley Batista, dono da JBS, ao peemedebista. PSDB e DEM decidiram que, se desembarcarem, o farão juntos. O gesto, por si só, aniquilaria o apoio a Temer no Parlamento. Segundo dirigentes do PSB, a semana já não deve começar com boas notícias: a sigla vai deixar o governo.
Crise Político no Michel Temer 
Linha direta Os presidentes do PSDB, Tasso Jereissati (CE), e do DEM, Agripino Maia (RN), combinaram de falar sobre a situação do governo neste domingo (21). Cientes de que o risco de debandada é altíssimo, aliados de Michel Temer decidiram passar o fim de semana em Brasília tentando segurar o efeito manada na base do governo.


Via expressa O PSB, que tem o Ministério de Minas e Energia, vai devolver a pasta. A executiva da sigla se reúne neste sábado (20) para referendar os termos de sua saída. O partido deve pregar a renúncia de Temer e o cumprimento da Constituição, ou seja: eleições indiretas.
Empurrão Afetou sobremaneira o humor dos parlamentares da base aliada editorial publicado pelo jornal “O Globo”, na tarde desta sexta (19), pregando a renúncia de Temer. “Sem a Globo, o presidente não tem como sobreviver”, provocou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
De grão em grão Enquanto a OAB nacional não fecha posição sobre o futuro de Temer, 14 seccionais da entidade já se pronunciaram a favor do impeachment do presidente. A executiva da Ordem se reúne neste sábado (20), extraordinariamente, para tratar do tema.



DATAFOLHA : 63% querem que presidente Temer renuncie

dezembro 11, 2016

  Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste domingo (11) apontou que mais da metade da população brasileira (63%) se diz favorável à renúncia do presidente Michel Temer ainda neste ano, para que sejam feitas novas eleições diretas.


Para que hajam eleições diretas ao cargo de presidente da República, ambos, presidente e vice deveriam ser afastados dentro dos dois primeiros anos do mandato da chapa.



Caso o presidente e vice acabem sendo afastados depois dos dois primeiros anos, prazo que encerrará ao fim deste ano, as eleições serão indiretas, por escolha do Congresso Nacional.

Para esclarecer esse cenário aos entrevistados, o Datafolha questionou o seguinte: "Você é a favor ou contra Michel Temer renunciar até o final do ano para a convocação de uma eleição direta para a Presidência da República?".



Além dos 63% favoráveis à renúncia, outro 17% se disseram contra a saída do peemedebista, enquanto 6% se declararam indiferentes e outros 3% disseram que não sabia responder.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 8 de dezembro e entrevistou mais de 2,8 mil de pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

O Datafolha também revelou uma nova pesquisa apontando que os índices de rejeição contra Temer dispararam. Em julho, 31% dos brasileiros consideravam a gestão do presidente ruim ou péssima. Agora em dezembro, o número subiu para 51%.



Aqueles que consideram o governo do presidente como regular foram 34%, enquanto no levantamento anterior, em julho, tinham sido 42%.


Porém, para que tenha uma nova eleição, seria necessário que Temer deixasse o cargo até 31 de dezembro. Isso porque segundo o artigo 81 da Constituição Federal, um novo pleito direto deve ser convocado em 90 dias se os cargos de presidente e vice-presidente ficarem sem titulares.

A publicação ressalta que o Datafolha expôs resumidamente esse cenário aos entrevistados, com a seguinte pergunta: "Uma situação em que poderia haver eleição antecipada para a Presidência no Brasil seria em caso de renúncia de Michel Temer até o final deste ano. Você é a favor ou contra Michel Temer renunciar até o final do ano para a convocação de uma nova eleição direta para a Presidência da República?".

Foram ouvidas 2.828 pessoas de 16 anos ou mais e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


Ministro do STF pede explicações à Câmara sobre demora em impeachment de Temer
Há oito meses pedido foi protocolado, mas segue sem comissão na Câmara


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, deu dez dias úteis para que a Câmara dos Deputados dê explicações sobre o andamento da comissão do impeachment do presidente Michel Temer (PMDB), instaurada há mais de oito meses.

Em abril deste ano, Marco Aurélio determinou que a Câmara instaurasse a comissão especial para analisar o pedido de afastamento de Temer. Desde então, os três presidentes da casa de Leis, Eduardo Cunha (PMDB), Waldir Maranhão (PP) e Rodrigo Maia (DEM) não foram capazes de cumprir a determinação.

A comissão tem atualmente apenas 16 dos 66 membros titulares. Boa parte dos indicados são da oposição (PT, PC do B, PDT, Rede, PSOL), mas há também indicados do PR, PT do B, PMB e PEN. Da base aliada de Temer, a maioria dos outros partidos não indicou nenhum titular.

A Câmara dos Deputados ainda não tomou conhecimento da determinação do ministro Marco Aurélio. O despacho do STF foi enviado nesta terça-feira (6).

A crise no Brasil piora no governo Michel Temer

novembro 21, 2016

                     Economistas também pioram projeção do PIB

Economistas consultados pelo Banco Central também pioraram as projeções para o PIB brasileiro neste ano, de queda de 3,37%, na semana passada, para queda de 3,4%, nesta semana. O dado faz parte do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.

Para a inflação, os economistas melhoraram as estimativas de 6,84% para 6,8% ao final de 2016. A projeção para o dólar subiu de R$ 3,22 para R$ 3,30, enquanto a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 13,75%.


O Ministério da Fazenda admitiu oficialmente nesta segunda-feira (21) que
a economia brasileira vai crescer menos em 2017 e anunciou a revisão de sua estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano, de 1,6% para 1%.
O governo também anunciou que prevê um ecolhimento ainda maior da economia em 2016. A previsão, que era de queda de 3%, passou para 3,5%.

"O que realmente causou essa recessão foi uma queda de confiança causada por questões fiscais [problemas nas contas públicas]. O empresário retrai investimento. O mais importante que a gente tem de resolver é a questão fiscal. É o âmago de tudo", declarou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk.
PIB do Brasil em 2017
Projeções oficiais do governo federal

1,21,61%AbrilAgostoNovembro0,911,11,21,31,41,51,61,7
Ministério da Fazenda
As novas previsões do governo para o PIB estão em linha com o que projeta o mercado financeiro, conforme mostra o mais recente levantamento feito pelo Banco Central e divulgado nesta segunda. A expectativa do mercado é que a economia encolha 3,4% em 2016 e cresça 1% em 2017.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Impacto no orçamento
Quando uma economia cresce menos que o previsto o governo também arrecada menos impostos que o esperado. Portanto, a mudança na projeção para o desempenho do PIB também deve afetar os cálculos do governo para suas receitas em 2017.

Essa situação é especialmente complicada para o Brasil, que vem registrando seguidos déficits fiscais (despesas acima da arrecadação), justamente uma das razões para a crise econômica.
Para o próximo ano, o governo já propôs que seus gastos superem a arrecadação com impostos em até R$ 139 bilhões. Entretanto esse valor, que se confirmado já será o segundo maior rombo fiscal da série histórica, leva em conta o crescimento de 1,6% do PIB em 2017.
Nesta segunda, o secretário de Política Econômica, Fabio Kanczuk, não quis fazer uma projeção sobre a arrecadação de 2017. Segundo ele, esse número será divulgado somente no fim do primeiro trimestre do próximo ano.

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