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UM TUCANO PRESO

dezembro 19, 2016
  ‘Trensalão’ e Furnas: Processos e escândalos envolvendo tucanos ou ocorridos durante gestões do PSDB estão emperrados na Justiça. O que explica este ‘fenômeno’?
Por que escândalos de corrupção envolvendo tucanos não avançam na Justiça?
                                                              Um tucano Preso : PSDB 
                                                                           Conexão Política

Nos últimos anos, em um processo que começou com o mensalão e avança agora com a operação Lava Jato, o brasileiro se acostumou com algo até então considerado improvável: ver políticos no banco dos réus. Ex-ministros, senadores, tesoureiros e líderes partidários foram condenados a penas de prisão em regime fechado. A lei parecia finalmente se voltar para os crimes de colarinho branco cometidos por aqueles que integram o establishment político. Se por um lado processos contra o PT e partidos de sua base aliada avançam em ritmo acelerado, o mesmo não se pode dizer dos dois grandes escândalos de gestões do PSDB. Inquéritos estacionados há anos, juízes arquivando denúncias e penas prescrevendo: esta é a história da lista de Furnas, do trensalão e do mensalão tucano.

O primeiro caso citado trata-se de um documento de cinco páginas divulgado pela revista Carta Capital em 2006 que trazia os nomes de políticos supostamente agraciados com contribuições de campanha frutos de um esquema de caixa dois envolvendo a Furnas Centrais Elétricas, empresa de capital misto do setor elétrico, subsidiária da Eletrobras. No total, 156 políticos teriam recebido 40 milhões de reais no pleito de 2002 – 5,5 milhões teriam irrigado a campanha de Aécio Neves. Geraldo Alckmin e José Serra também apareciam na planilha. Os tucanos sempre questionaram a autenticidade do documento: “É uma das mais conhecidas fraudes políticas do País (…) uma tentativa de dividir atenção da opinião pública”, afirmou Aécio em meio ao escândalo do mensalão. Por outro lado, laudos da Polícia Federal apontaram para a legitimidade da lista.
A lista voltou à tona graças a depoimentos de delatores da Lava Jato. O doleiro e delator da operação da PF Alberto Youssef afirmou, em 2015, ter ouvido do ex-deputado José Janene (PP) —morto em 2010— que parte da propina arrecadada em contratos de uma diretoria da Furnas seria dividida com Aécio. Após analisar o conteúdo do depoimento do delator, a Procuradoria-Geral da República optou por não incluir o senador entre os investigados por considerar que faltavam evidências contra ele. Posteriormente o lobista Fernando Moura, amigo do ex-ministro José Dirceu e ligado ao PT,
disse perante o juiz federal Sérgio Moro que Furnas era controlada pelo tucano e operava com um esquema de propinas semelhante ao da Petrobras. “É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio“, disse Moura. Instado a explicar a afirmação, o lobista disse que o núcleo de São Paulo seria o PT estadual e o grupo político de Dirceu, enquanto que o núcleo nacional seria o diretório nacional da legenda. Ainda segundo o delator, a indicação de Dimas Toledo para direção da estatal do setor elétrico teria sido feita pelo senador tucano, pouco depois da eleição de Lula em 2002.
“O Dimas na oportunidade me colocou que, da mesma forma que eu coloquei o caso da Petrobras, em Furnas era igual. Ele falou: ‘Vocês não precisam nem aparecer aqui, vocês vão ficar um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio”, relatou o lobista ao magistrado. O delator chegou a ser ameaçado com a perda dos benefícios de seu acordo com a Justiça, uma vez que mudou um de seus depoimentos envolvendo Dirceu –o que o fez voltar atrás e incriminar novamente o ex-ministro de Lula de ter lhe recomendado que deixasse o país na época das denúncias do mensalão. Aécio negou qualquer envolvimento no caso, e disse que é uma tentativa do Governo de colocar no colo da oposição um escândalo que é “do PT“.
Em março de 2012 o juiz federal Roberto Dantes de Paula remeteu o processo para a Justiça Estadual do Rio de Janeiro, onde ele voltou à etapa de inquérito –investigação preliminar. À época a procuradoria da República já havia denunciado 11 pessoas por envolvimento no esquema, entre elas o ex-diretor da empresa Dimas Toledo. Até o momento, quase quatro anos após a mudança de foro do processo, a Polícia não apresentou suas conclusões sobre o caso para que o Ministério Público possa oferecer nova denúncia. A reportagem não conseguiu falar com a delegada Renata Araújo dos Santos, da Delegacia Fazendária do Rio, responsável pela investigação.
Cartel de trens e metrô

O outro escândalo tucano é ainda mais antigo que a lista de Furnas. Batizado de trensalão, trata-se de um esquema de pagamentos de propina e formação de cartel para disputar licitações do Metrô e da CPTM no Estado de São Paulo. Os primeiros indícios de corrupção do caso surgiram em 1997, durante o Governo do tucano Mário Covas, morto em 2001. À época a Polícia Federal indiciou 10 pessoas ligadas à gestão do governador. Dez anos depois, supostas propinas pagas pela empresa Alstom começam a ser investigadas em vários países, e em 2008 um funcionário da Siemens detalha o esquema de propinas em projetos do Metrô e da CPTM de São Paulo e do Metrô do Distrito Federal. Posteriormente, a Siemens decidiu procurar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para delatar a existência do cartel. Mais de uma dezena de processos do caso tramitam na Justiça, a maioria deles relacionados a contratos superfaturados para reforma e manutenção de trens. O período no qual o cartel agia abrange os Governos dos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin, e José Serra, além de Claudio Lembo, que à época era do PFL (atual DEM). Nas estimativas do MP, o esquema pode ter dado prejuízos de mais de 800 milhões de reais aos cofres públicos.

Até o momento, apenas executivos das empresas envolvidas foram denunciados, nenhum político com foro privilegiado responde na Justiça pelo caso. Alckmin afirma que o Estado foi a grande vítima do caso: “O Governo do Estado entrou com uma ação contra todas as empresas, inclusive exigindo indenização do erário público”. Já Serra garante que durante sua gestão o preço dos serviços contratados baixou: “Nós fizemos uma luta anticartel, para pagar 200 milhões de reais a menos”.
A tramitação dos processos, no entanto, não ocorre sem entreveros. Uma das denúncias do MP contra o ex-executivo da Siemens Marco Missawa foi arquivada pelo juiz Rodolfo Pellizari. Especialistas consultados pelo EL PAÍS afirmam que é bastante raro que o juiz peça o arquivamento de uma denúncia robusta do Ministério Público. No final de 2015 o
Ministério Público recorreu da decisão, e o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou em dezembro passado que o magistrado aceite a denúncia: “Da mesma forma como não se aceita condenação precipitada, desrespeitando-se os princípios do contraditório e da ampla defesa, também não se aceita decisão prematura“, disseram os juízes.
O promotor Marcelo Mendroni, responsável pelo processo, questiona a isenção deste juiz para julgar um caso que ele já mandou arquivar. “Fica difícil não dizer que haverá uma certa suspeição, uma vez que o juiz achava que a evidência
não era suficiente nem para aceitar a denúncia, dificilmente vai achar suficiente para condenar”, afirma. “Mas não há o que fazer”. Mendroni diz também que não é possível comparar as investigações do cartel de trens em São Paulo com a Lava Jato, uma vez que as operação que apura corrupção na Petrobras conta com uma força-tarefa com vários promotores: “Aqui nós vamos nos desdobrando“. O promotor acredita que ainda neste semestre terá início o julgamento.
Em fevereiro de 2015 o Supremo Tribunal Federal arquivou um pedido para investigar o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM-SP) e o ex-deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), que haviam sido citados por um executivo da Siemens como beneficiários de propinas no esquema de fraudes do trensalão. Até o momento ninguém foi condenado no caso.
Mensalão tucano

A figura mais emblemática da suposta impunidade tucana é o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB). Ele foi condenado em dezembro de 2015 a 20 anos e dez meses de prisão em regime fechado por peculato e lavagem de dinheiro no caso conhecido como mensalão tucano, ocorrido há 17 anos. Os crimes, supostamente ocorridos em 1998, foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República apenas em 2007. No ano passado, após a PGR pedir pena de 22 anos para o então deputado federal, ele renunciou ao mandato. Com isso, ele perdeu o foro privilegiado mas ganhou tempo, pois o julgamento do seu caso voltou para a Justiça comum, em primeira instância. Entre o Supremo Tribunal Federal – que o julgaria se mantivesse o foro – enviar o processo de volta à Vara correspondente e a juíza Melissa
Pinheiro Costa Lage emitir sua decisão nesta quarta, se passaram 21 meses. Como a decisão foi de primeira instância, ele poderá aguardar a tramitação de seus recursos em liberdade, e existe a expectativa de que os crimes atribuídos a ele tenham prescrito antes de acabarem os recursos. Neste caso, Azeredo não chegará a cumprir pena alguma.
À época da remessa dos autos do STF para a Justiça comum, o então presidente da Corte, Joaquim Barbosa, criticou a manobra do tucano: “O processo tramita aqui há nove anos […]. Só de abertura da ação penal vamos para mais de quatro anos. Não parece bom para o tribunal permitir essa valsa processual, esse vai e volta”. A demora da Justiça em condenar os responsáveis pelo mensalão tucano não passou despercebida pela juíza. “Triste se pensar que, talvez toda essa situação, bem como todos os crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, tanto do presente feito, quanto do mensalão do PT, pudessem ter sido evitados se os fatos aqui tratados tivessem sido a fundo investigados quando da denúncia formalizada pela coligação adversária perante a Justiça Eleitoral“.
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A imparcialidade de Sérgio Moro

dezembro 07, 2016


  Aconteceu há pouco o prêmio Isto É, concedido pela "revista" para as personalidades que se destacaram no ano de 2016 - segundo os critérios da mesma. Entre os premiados, Moro, Dória e TEMER, eleito a personalidade do ano. Pior que o prêmio, no entanto, é a foto: do que riem tanto o "justiceiro" alçado a "herói nacional" e o candidato derrotado em 2014 - e recordista em citações na investigação comandada pelo primeiro? Resolvemos dar asas à imaginação de vocês: postem a legenda mais adequada nos comentários...



                                           Juiz moro e Aécio imparcialidade conexão política

FIADO: SÓ QUANDO UM TUCANO FOR PRESO

novembro 24, 2016

Sr João Almeida, Bira como é conhecido, nos enviou essa foto do seu bar. 
"Atenção proibido fiado - fiado só quando um Tucano for preso! " 
 Seu Bira informa que tem debate sobre política, futebol e entre outros temas, mas a maioria concordam com um tema em comum:

Tem algo errado por ai... Porque nenhum tucano foi Preso ainda?  



A parcialidade de Moro “Mantém PSDB Tucanos livres ”

novembro 22, 2016
Paulo Sérgio Leite Fernandes é o decano dos criminalistas de São Paulo, com 80 anos.
Na ativa desde 1960, é autor de vários livros jurídicos e romances. Foi professor de Processo Penal e conselheiro federal da OAB.


“Procuro ensinar aos moços a arte de dizer não. Desgraçadamente, as faculdades ensinam a obediência estrita. Formam advogados medrosos. É ruim para o Brasil”, diz.


A parcialidade do Juiz Moro conexão política 
Ele deu um depoimento sobre Moro ao DCM, já publicado. Reproduzo aqui os principais trechos à luz dos novos desdobramentos da Lava Jato e da aceitação por parte de Sérgio Moro da denúncia contra Lula:



“Eu passei a ver o Direito no sentido quase psiquiátrico. Classifico o juiz Moro como uma figura heroica, psicanaliticamente. Bem e mal. O juiz Moro é jovem. Ele é a encarnação do vingador. Ele acredita naquilo. 
Nós precisamos de quem acredite. O ser humano precisa do ícone do santo, do superhomem, do animal a ser seguido. Isso funciona até mesmo entre as formigas vermelhas da Amazônia. Nós também agimos como agem os cães ou os tigres que marcam seu território. Podemos até nos sofisticar, mas o princípio é o mesmo. Nós somos iguaizinhos.


Temos os chamados animais alfa. O touro, que guia a boiada até o precipício… Vão 500 bois atrás dele. Até as hienas têm liderança. 
Dentro desta classificação meio zoológica, o juiz Moro é um animal alfa. 


Além disso, ele tem legitimação jurídica para fazer o que faz. Moro representa a entronização de tudo aquilo em que o povo acredita no sentido do bem combater o mal. 
Ele não é, obviamente, perfeito. O Chico Buarque fez uma canção que fala que “procurando bem, todo o mundo tem pereba”. O Moro tem suas perebas também. 


O sistema processual penal francês é dicotomizado. Tem o juiz de instrução e o juiz que se diria julgador. O juiz de instrução francês tem origem no ministério público. Ele é um investigador. Colhe as provas e as entrega ao poder judiciário encarregado do contraditório penal. O juiz de instrução é, na verdade, um perseguidor.
O juiz penal, embora não seja inerte, é imparcial — ao menos em tese. A gente sabe que não existe imparcialidade. Nós inventamos que ele é imparcial. É coisa nenhuma. Ele depende até mesmo do estado de humor, se trepou com a mulher na noite anterior etc. Você acorda bem, acorda mal, acorda deprimido, impressionado.


O juiz acorda assim. Em tese, porém, a imparcialidade é prerrogativa do magistrado. 
O juiz Moro é parcial e a parcialidade resulta desse pressuposto de que ele é o salvador da moralidade do país. Ele veste a toga e se torna o sacerdote mor da restauração moral do trato da coisa pública.


Moro acredita nisso. É um fenômeno biopsíquico. Não acredito que isso seja especialmente uma boa distribuição da justiça. Esse tipo de compulsão leva o julgador a exacerbar a atividade investigatória e a esquecer a necessidade de equilíbrio que é a garantia do contraditório.
Esse jovem, embora convicto de praticar o bem, quando da distribuição da justiça no sentido de equilíbrio entre acusação e defesa, é um homem perigoso.


O perigo do arbítrio desmedido. 
Hoje ele é o ser humano mais determinado que o Brasil conhece. Ele é um compulsivo. Ele busca o Santo Graal.
Não é normal no sentido forense. Extrapola os limites. O juiz penal brasileiro não é extático, mas é inerme. Com esse tipo de atitude, ele vai além do limite. Se acusação e defesa concordam, você não tem nem mesmo como reclamar por habeas corpus. Ele se introduz na zona cinzenta e não passa confiança. 

É herança de um imperialismo judicial. No sentido de investigação, pode ser meritório. No sentido de obediência à nossa teoria e prático do processo penal, é uma extravagância. 
Moro é diferente do Joaquim Barbosa. Barbosa é uma criatura emocionalmente desarticulada. O Moro tem componentes compulsivos bem acomodados num comportamento externo obediente às normas de conduta perante a comunidade. via DCM

Aécio Neves Derrotado

outubro 30, 2016


O 'forasteiro' da política Alexandre Kalil (PHS) foi eleito prefeito de Belo Horizonte, com 52,98% dos votos válidos. O tucano João Leite amealhou 47,02%. O “não voto” somou 43,14% do eleitorado. Kalil foi eleito com cerca de 628 mil sufrágios, votação inferior aos 741,8 mil abstenções, brancos e nulos.

                     

O resultado confirmou a virada captada pelas pesquisas na última semana e impôs uma derrota ao senador Aécio Neves (PSDB). Na manhã desde domingo 30, Aécio chamou de "triste fim do PT" o que chamou de apoio "por debaixo dos panos" da legenda a Kalil.

Aécio se mostrava confiante na vitória de Leite, que perdeu pela terceira vez a disputa pela capital mineira. Aécio escolheu Leite, rompendo a aliança tucana com o PSB na cidade. Com isso, o senador acumulou a segunda derrota seguida na sua terra natal. Em 2014, Aécio perdeu para Dilma Rousseff em Minas Gerais.

Nem a gafe em um debate na tevê (“roubo, mas não peço propina”), nem os diversos imbróglios judiciais, muito menos a candidatura pelo inexpressivo PHS impediram a vitória de Kalil, ex-cartola que, a exemplo do tucano João Dória em São Paulo, explorou com sucesso o desencanto do eleitor médio com a política tradicional.

Enquanto Dória fantasiou-se de “gestor”, o futuro prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético Mineiro foi mais direto: “chega de políticos” era o lema de sua campanha. Polemista, Kalil impôs mais uma derrota a Leite, ídolo do mesmo Atlético nos anos 70 e 80. O deputado estadual havia perdido as eleições na capital mineira em 2000 e 2004.

Segundo o cientista político Leonardo Avritzer, professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais, apesar do discurso da anti-política, Kalil acabou favorecido pela escolha de um eleitor mais politizado. “A derrota de Leite é uma derrota de Aécio. Parte da esquerda, relativamente forte na cidade, posicionou-se contra o senador e o PSDB e despejou seus votos no oponente”. BH, como outras capitais, registrou altos índices de brancos, nulos e abstenções no primeiro turno.

Manoel Leonardo Santos, também professor do Departamento de Ciências Políticas da UFMG, concorda. “Claramente foi uma derrota do grupo político do Aécio, mas não a principal, que aconteceu no início de outubro, quando Dória venceu em São Paulo. O senador deixa de ser o nome central do PSDB em 2018. Quem parece ocupar o lugar agora é o governador Geraldo Alckmin, padrinho da candidatura de Dória”.

Aécio
    'A derrota de Leite é uma derrota de Aécio', avalia o cientista político Leonardo Avritzer (Marcelo Camargo/ABr)

A mobilização anti-Aécio não partiu apenas do eleitorado. Forças políticas contrárias ao tucano se uniram no apoio a Kalil, desde o início da campanha uma espécie de plano B do governador petista Fernando Pimentel. À medida em que Reginaldo Lopes, candidato do partido, nacionalizava o debate eleitoral, expunha o golpe contra Dilma Rousseff e se tornava o para-raio das frustrações com o PT, Pimentel estimulava uma frente informal e multipartidária de apoio ao representante do PHS. Não por menos, o futuro vice-prefeito, Paulo Lamac, gravita na órbita de influência do governador, apesar de formalmente filiado à Rede.



No fim das contas, a rejeição de parte dos eleitores de BH a Aécio, igualmente atingido, afirma Santos, pela negação da política tradicional, mostrou-se mais decisiva do que a “ficha corrida” e as contradições do prefeito eleito. Kalil confessou-se devedor de IPTU e ISS, um contrassenso para quem se dispõe a administrar uma cidade, e responde a um processo por trabalho escravo.

João Leite
    Leite insiste em confundir o combate à homofobia nas escolas com “o ensino do homossexualismo” (Alexandre Mota/Nitro)

Uma frase machista dita em 2013 rivaliza com aquela do “roubo, mas não peço propina”. Após a conquista da Libertadores pelo Atlético Mineiro, o ex-cartola saiu-se com essa: “Essa taça é muito melhor que mulher, até porque ela acorda calada”. A declaração foi explorada pelo adversário durante a campanha.



Não que Leite se saia muito melhor. O deputado tucano insiste em confundir propostas de combate à homofobia nas escolas com “o ensino do homossexualismo”. Evangélico, o parlamentar sempre se enrola ao tratar do assunto, como aconteceu recentemente.

Um discurso de 2011, realizado na tribuna da Assembleia Legislativa, resume seu pensamento a respeito: “Esse é um tema que não me agrada discutir. Tem um livro, a Bíblia, que combate o homossexualismo. Rasgamos a Bíblia?”

Kalil é mais um outsider a conquistar o poder nas eleições municipais. Na disputa de Galo contra Galo, o cartola venceu o goleiro.

Dilma X Aécio no Senado ...Louca para o Aécin me perguntar sobre corrupção ou alguma delação que meu nome foi citado? Aécin 6x...

agosto 30, 2016

Sou um Mulher Honesta senhor Aécio 



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