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Lula diz que será candidato outra vez "se necessário"

janeiro 11, 2017
Apesar de não ter sido lançado oficialmente como pré-candidato do PT à Presidência da República nas eleições de 2018, lideranças do partido e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) que participam do 29º Encontro Estadual do MST nesta quarta-feira (11), em Salvador, afirmaram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "candidato permanente".

Em discurso, o próprio Lula disse que "se for necessário" vai ser candidato outra vez. "Se preparem, porque, se for necessário, vou ser candidato outra vez [em 2018]. Não para disputar, mas para ganhar e recuperar a autoestima desse país, a economia, a credibilidade", afirmou em seu primeiro ato público de 2017.

Durante sua fala, Lula era interrompido pelo público com o grito "Brasil pra frente, Lula presidente".

"Todo mundo quer ser presidente, o [juiz Sergio] Moro, o [ministro das Relações Exteriores, José] Serra, [o governador de São Paulo, Geraldo] Alckmin, o Grampinho [apelido pejorativo do prefeito de Salvador, ACM Neto]. Ótimo. Mas eles não podem é tomar o governo na marra, têm que disputar na urna", disse Lula.
Lula também acusou Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância, de ter participação no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que ele classificou de golpe.

"A bancada do PT tem a obrigação de investigar a participação do governo americano no golpe, em parceria com Moro. O Brasil é independente há 500 anos e não vamos aceitar interferências estrangeiras", disse. "Eles não estão apenas tentando me criminalizar, mas criminalizar meu governo", declarou.
Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo no jornal "Folha de S. Paulo", o PT tem esperança de que o STF (Supremo Tribunal Federal) garanta a Lula o direito de disputar a eleição presidencial de 2018, ainda que ele vire ficha suja, caso seja condenado em segunda instância.

O ex-presidente afirmou ainda que vai percorrer o Brasil para recuperar a imagem do PT. "Eu não vou desonrar minha mãe, pois ela me ensinou a nunca pegar nada de ninguém. Eu ando de cabeça erguida", acrescentou.
Na quinta-feira (12), Lula vai a Brasília para participar do Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

Stédile: "Lula é o candidato permanente do povo pobre"

Durante o evento, que acontece no Parque de Exposições Agropecuárias, o presidente nacional do MST, João Pedro Stédile, afirmou que ter Lula como candidato à Presidência é a vontade do "povo brasileiro".
"Aqui está o contingente de militantes que há 30 anos lutam para ver a terra dividida. Nós não precisamos desse evento para lançar o Lula presidente, porque ele é o candidato permanente do povo pobre brasileiro", afirmou.
Stédile disse ainda quer a saída para a crise econômica que o Brasil enfrenta é política e questionou a representatividade do atual presidente Michel Temer. "A burguesia fechou com Temer, mas ele não reapresenta nada, é aprovado apenas por 8% da população", disse.

Falcão: "O PT ainda não tomou essa decisão"

O presidente do PT, Rui Falcão, no entanto, afirmou que o partido ainda não tomou a decisão de se Lula será ou não o candidato. "O PT ainda não tomou essa decisão [de lançar a candidatura de Lula em 2018], mas sentimos que é um clamor nacional, dos trabalhadores, de vários campos da sociedade, de que Lula deva ser candidato", disse.

A presença do ex-presidente tem o objetivo de unificar bandeiras e aproximar o PT dos movimentos sociais. O PT pretende lançar Lula como candidato a Presidência em 2018.
Ao nomear Lula candidato, o PT tem dois objetivos. Um deles é reforçar a defesa de Lula. Os defensores da ideia acreditam que, ao se colocar publicamente como candidato, o ex-presidente poderá se blindar parcialmente da força-tarefa em Curitiba. Em segundo lugar, o partido tiraria proveito da baixa popularidade do governo Temer.

A pré-candidatura de Lula reforçaria ainda o discurso do PT, que acusa a Lava Jato de querer criminalizar as ações de seu líder máximo e do partido.

DATAFOLHA : LULA DISPARA NA PESQUISA 21 PARA 25% dos votos para Presidência em 2018

dezembro 12, 2016


                               Lula lidera em todos os cenários de 1º turno para Presidência em 2018



Em nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda (12), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na liderança em todos os cenários de primeiro turno da disputa pelo Planalto em 2018. O petista, que já liderava no último levantamento do instituto, realizado em julho, ampliou sua vantagem nas simulações.

Lula não apenas lidera com folga as preferências de voto dos brasileiros como vem crescendo de forma consistente, enquanto seus adversários tradicionais caem a cada rodada de sondagens", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Aliás, palmas para Michel Temer, que coseguiu ir do anonimato a campeão de rejeição (45%) em apenas seis meses. E sem a lista da Odebrecht, que foi depois da pesquisa!"

É só olhar, não preciso argumentar. Confira, de um em um, e veja se não é assim.

As duas únicas exceções a esta queda generalizada é a dos “candidatos da ferocidade”, Sérgio Moro e Jair Bolsonaro.

O tal “somos todos Sérgio Moro” que inunda as tevês e redes sociais deve ser lido como “todos, somos 11%”.



Trabalhar com a ideia de rejeição a Lula nas atuais circunstâncias é como avaliar um lutador que  está amarrado ao corner, apanhando dos adversários, do juiz, dos jurados e da parte da plateia que torce para o adversário.  Numa campanha, ele se levanta, tem televisão e pode se defender e atacar, o que agora lhe é vedado.

Aliás, palmas para Michel Temer, que conseguiu ir do anonimato a campeão de rejeição (45%) em apenas seis meses. E sem a lista da Odebrecht, que foi depois da pesquisa!


Em um cenário contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Lula teria 25% das intenções de voto e o tucano, 11%. Com esse resultado, o mineiro fica atrás também da ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade), que aparece com 15% das intenções.

Contra Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, Lula tem 26%.

Lula também venceria em todos os cenários de segundo turno, os três potenciais candidatos do PSDB —Aécio Neves, Geraldo Alckmin e  José Serra— não venceriam em nenhum dos cenários analisados pelo Datafolha.

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