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Michel Temer teria feito "cilada" a Cármen Lúcia

fevereiro 01, 2017

Efeito colateral A tentativa de Michel Temer de não melindrar a presidente do STF, Cármen Lúcia, na escolha do sucessor de Teori Zavascki já é questionada no tribunal. Ao optar por fazer sua indicação só depois da definição do novo relator da Lava Jato, o presidente acabou por criar uma “cilada” para a ministra, que demonstrou estar próxima do “limite do esgotamento”, observam pessoas envolvidas nas negociações. Cármen dedicou os últimos dias à costura de um consenso em torno da operação.

                                                       Estratégia de Temer para sucessão no Supremo pode ter sido ‘cilada’ para Cármen Lúcia




Abençoado seja Presidente da CNBB, o cardeal Sergio da Rocha enviou carta a Temer recomendando a indicação de Ives Gandra Martins Filho para o STF. Os arcebispos dom Odilo Scherer e dom Orani Tempesta também manifestaram apoio ao jurista.


Em nome da fé No texto, Rocha diz que “a população brasileira, majoritariamente cristã”, encontrará em Gandra Filho “um referencial seguro para a interpretação e a aplicação da Constituição, assegurando os direitos fundamentais da pessoa humana”.

Estoy aquí Alexandre de Moraes segue “firme no páreo” para a vaga na corte, diz um aliado próximo de Temer.


Calouros Congressistas se divertiram — e se desesperaram — com uma lista falsa que circulou pelo WhatsApp com os nomes que surgiriam nas delações da Odebrecht.

Dose única Entre auxiliares de Temer, há quem prefira o fim do sigilo das delações de uma só vez. Acham que, assim, o impacto no presidente pode se diluir. A conta-gotas, o Planalto ficaria refém por muito mais tempo.

Insônia Homologadas as colaborações, executivos da empreiteira estão aflitos com o cumprimento das penas. No acordo, há previsão de execução das sentenças a partir da validação das delações. Mas a maioria não foi processada nem condenada.

Contrapartidas Há dúvidas quanto ao entendimento dos juízes que receberão os processos sobre os benefícios a que cada delator terá direito.

Últimas cartadas O centrão deflagra nesta quarta (1º) a última etapa de sua ofensiva jurídica contra a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara.


Para já Com o argumento de que a eleição vai ocorrer antes de se esgotar o prazo para a defesa, pedirá que Celso de Mello analise o caso mesmo sem a manifestação de Maia. Também voltará ao Supremo depois da formalização de sua candidatura.

Faca no pescoço Se o STF não se posicionar antes da eleição, rivais de Maia dizem que a Câmara passará dois anos submissa à corte. A possibilidade de o tribunal julgar a ação que pode afastá-lo no futuro inibiria qualquer movimento da Casa que contrarie interesses do Supremo.

De novo ele Com a perspectiva de que comande a sessão da eleição e os trâmites da disputa, o primeiro-vice da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), agora é cortejado por aliados de Maia e de Jovair Arantes (PTB-GO).

Olha eu aqui Com a caneta na mão em momento tão importante, Maranhão pode acabar sendo agraciado com a Ouvidoria da Câmara. Maia tem dito a aliados que está “tranquilo” com o comportamento de seu vice.


Fizeram forfait Foi baixíssimo o quorum da reunião chamada por José Medeiros (PSD-MT) para medir o peso de sua candidatura à presidência do Senado contra Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Déjà-vu Reunido com bancada do PRB na Câmara na noite desta terça (31), o ministro Marcos Pereira (Indústria) ouviu dos deputados duras críticas ao tratamento que têm recebido do governo. Houve até a sugestão para que entregasse a pasta.

Cara de paisagem O ministro ouviu atentamente as críticas, sem esboçar reações.

TIROTEIO

Não há nada ilegal. A Câmara de São Paulo apenas está cumprindo o que determinam a lei e a Constituição.

DO VEREADOR MILTON LEITE (DEM), presidente da Câmara Municipal de SP, rebatendo críticas à decisão de aposentar servidores com mais de 75 anos.


CONTRAPONTO

Prefeito pidão


João Doria reuniu uma série de empresários do ramo da construção civil em um almoço nesta terça-feira (31). Apresentou a eles um projeto da Prefeitura de São Paulo de reforma de abrigos para moradores de rua e pediu que os presentes contribuíssem com o programa.

— Coloquem a mão na consciência. E no bolso também! — disse, provocando o auditório.

Depois, pediu que aqueles que estivessem dispostos a ajudar levantassem as mãos. No total, 52 dos cerca de 100 presentes se voluntariaram. Doria emendou:

— Não basta levantar a mão, agora temos de anotar todos os nomes, também!via folha

Ciro Gomes o grande trunfo da eleição para presidente em 2018

dezembro 06, 2016

  Ciro Gomes (PDT) passa a ser o nome forte para presidente da república do brasil, faltando mais de dois anos, já cumpre agenda de candidato. Sem cargo público desde fevereiro de 2015, quando deixou a Secretaria de Saúde do Ceará, seu reduto eleitoral, o ex-ministro de Itamar Franco e Lula tem percorrido o Brasil dando palestras em universidades e associações empresariais e concedendo entrevistas para meios de comunicação. Fora do segundo turno nas eleições presidenciais de 1998 e 2002, o Ciro Gomes versão 2018 angaria apoios à esquerda e à direita sem poupar críticas a nenhuma das partes do espectro político e, em poucos meses, se tornou fenômeno nas redes sociais com vídeos em que combina análise política e econômica com o jeito incendiário que sempre o caracterizou.

Ciro Gomes Presidente da Republica
 conexão política 


candidatura de Ciro seria a representante do lulismo na disputa presidencial e só ocorreria caso o próprio ex-presidente Lula (PT) desista ou seja impedido de concorrer em 2018. “Ele é o único nome de centro-esquerda se lançando até o momento, mas precisa ser ungido pelo Lula. E se for o escolhido precisa se vender. Há mais de 30 anos que o Lula age assim, tem sempre três ou quatro planos que vai deixando amadurecer e eliminando os menos factíveis. Foi assim com a Dilma para 2010, que precisou garantir apoios dentro e fora do PT antes de ser confirmada”, acredita ele.

Até onde Ciro vai? 

o fenômeno se explicaria pelo posicionamento de certa neutralidade de Ciro na discussão política atual. Ainda que fortemente contrário ao impeachment de Dilma, o pedetista não poupa críticas às gestões do PT, principalmente quanto a questões ético-morais, preocupação de parte do eleitorado antipetista.

O aspecto emocional é um peso e um trunfo para Ciro Gomes. Rudá aposta que os discursos incisivos do ex-ministro contra o impeachment, o pagamento de juros da dívida e o ataque a direitos trabalhistas terão capacidade de reanimar a militância de esquerda, que tem se impressionado com a apatia dos movimentos sociais e partidos ligados aos mandatos de Lula e Dilma após o afastamento da presidenta.



Apuro conversou com os administradores da página Cirão da Massa, que prefeririam não revelar suas identidades, sobre o motivo do apoio a Ciro e suas visões sobre o momento político nacional. As respostas foram dadas pelo conjunto dos admiradores do ex-ministro.



Sim, uma aliança espúria, que tire completamente o povo da jogada, parafraseando um tal Ciro Gomes. Por enquanto não temos indícios de que isso possa ocorrer. Já alianças positivas, temos esperanças de que Ciro as faça com novas figuras da política, Rede e Psol, por exemplo. Mas que também se entenda com o lado moderno e decente do PT e do PMDB, siglas que estão sendo violentamente manchadas no noticiário, não sem sua própria parcela de culpa.           

Por todos os aspectos Ciro Gomes se cacifa para ser um forte nome para ser Presidente do BRASIL 



Biografia Ciro Gomes :

Em 1979 disputou as eleições da UNE, onde concorreu para vice-presidente na chapa Maioria, que na época era vista como uma tentativa da direita de buscar influência no âmbito estudantil.

Iniciou a carreira política no PDS, sucessor da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, partido que dava sustentação à Ditadura Militar Brasileira. Em 1980 a agremiação passou a se chamar PDS, partido pelo qual disputou seu primeiro pleito, tendo se filiado ao partido poucos meses antes, elegendo-se deputado estadual em 1982.[4] Ciro afirmou anos depois que sua filiação ao PDS se deu por ocasião da eleição daquele ano por que o PMDB não tinha votação expressiva para que ele fosse eleito para o mesmo, tanto que entrou para o PMDB logo após eleito.


Em 1983 trocou de partido, passando para o PMDB, partido pelo qual reelegeu-se deputado estadual em 1986. Em 1988 co-fundou, ao lado de políticos como Mario Covas e Tasso Jereissati, o PSDB. Foi eleito, neste mesmo ano, prefeito de Fortaleza.

Na eleição presidencial de 1989 apoiou no primeiro turno Mário Covas, candidato de seu partido, e Lula, no segundo.

Em 1990 foi eleito governador do Ceará, vencendo Paulo Lustosa. Foi o primeiro governador a ser eleito pelo PSDB. Ficou no posto entre 1991 e 1994, e foi na época o governador mais bem avaliado do Brasil segundo as sucessivas pesquisas do Datafolha. Deixou o cargo para assumir o Ministério da Fazenda em 6 de setembro daquele ano, a convite do então presidente Itamar Franco. Sucedeu, nesta ocasião, Rubens Ricupero, flagrado confidenciando ao jornalista Carlos Monforte que havia problemas no Plano Real no instante em que a Rede Globo estava se preparando para colocar no ar um programa jornalístico (no episódio conhecido como escândalo da parabólica).

Foi membro do PSDB até 1996, quando filiou-se ao recém-criado PPS (do antigo Partido Comunista Brasileiro, presidido por Roberto Freire - fundado em 19 de março de 1992) para concorrer à presidência da República em 1998. Foi o terceiro mais votado com 7 426 190 de votos, ficando atrás de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva. Em 2002 disputou novamente eleições presidenciais pelo PPS, e terminou o pleito em quarto lugar com 10 170 882 de votos, atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho. No segundo turno, apoiou Lula. Nessa campanha, afirmou que havia combatido a ditadura militar.


Em março de 2006 Ciro renunciou ao cargo de Ministro da Integração Nacional para concorrer à Câmara dos Deputados Federais pelo Estado do Ceará. A candidatura ocorreu devido à chamada "cláusula de barreiras". Ela minava partidos políticos que não tivessem pelo menos 5% de votos em âmbito nacional. Assim, Ciro quis "salvar" o PSB da degola política e se candidatou, pois sabia que teria ampla votação. Caso contrário ele estaria na disputa pelo governo do Ceará ou como candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva. Foi eleito o deputado federal proporcionalmente mais votado do Brasil com mais de 16,19% dos votos. "Salvou" o PSB. Seu irmão Cid Gomes foi eleito governador do Ceará no mesmo ano.

Em 22 de abril de 2008 afirmou em sabatina da Folha que poderia se candidatar à presidência do Brasil em 2010. Já em 18 de junho de 2009, admitiu ponderar sobre candidatura ao cargo de governador do estado de São Paulo. Mas não se candidatou a nenhum cargo público nas eleições de 2010. Ciro resolveu não participar da campanha de Dilma durante o 1º Turno, e somente se integrou para ajudar na disputa durante o 2º Turno.

Em 2009, no aniversário de 15 anos do Plano Real, Itamar Franco defendeu em entrevista ao jornal Estadão:

O grande ministro do Plano Real chama-se (Rubens) Ricupero e, em seguida, Ciro (Gomes).

Em 9 de setembro de 2013, Ciro foi nomeado pelo então Governador Cid Gomes como Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Em janeiro de 2015, Ciro tornou-se Secretário Estadual de Saúde do estado do Ceará, sob o governo de Camilo Santana.

Em 3 de fevereiro de 2015, Ciro Gomes foi contratado como Diretor da Transnordestina Logística S/A. A empresa é subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), sociedade empresária privatizada em 1993. Segundo informações divulgadas à imprensa, seu principal desafio no comando da entidade seria a conclusão da Transnordestina, ferrovia que ligaria o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco. A obra ferroviária, após sucessivos adiamentos, teve a entrega marcada para o final do ano de 2016.

Em 16 de setembro de 2015, após breve passagem pelo PROS, filiou-se ao PDT. No final de agosto de 2015, afirmou em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, que poderá ser candidato nas eleições presidenciais de 2018.

No dia 22 de janeiro de 2016, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, confirmou no Encontro Nacional do partido que Ciro Gomes é pré-candidato a presidente da República em 2018.

MICHEL TEMER : FIM DA LINHA

dezembro 03, 2016
um pedido de impeachment contra Michel Temer (PMDB), no qual o presidente é acusado de também ter atuado para pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para a liberação de uma obra de interesse pessoal do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).

Impeachment de Temer 


O líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), afirmou que tanto Geddel quanto Temer praticaram os crimes de tráfico de influência e advocacia administrativa (uso de cargo público para defender interesse particular) e que Temer foi "condescendente" ao não demitir Geddel. "O interesse privado do ministro Geddel em um apartamento de luxo virou um problema da cúpula do governo", disse Valente.

Após pedir demissão, Calero afirmou ter sido pressionado por Geddel para que fosse revertida a decisão do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que embargou a construção do edifício La Vue, em Salvador, onde Geddel comprou um apartamento. O órgão de patrimônio não permitiu os 30 andares do prédio em região de bens tombados da capital baiana.


Geddel, assim como o presidente Temer, admitiu ter tratado do assunto com Calero, mas negou ter pressionado o ex-ministro. O Iphan é administrativamente subordinado ao Ministério da Cultura.

A repercussão do caso levou Geddel a pedir demissão do ministério. Temer ainda não indicou o substituto.


Outros partidos de oposição também patrocinam uma ofensiva contra Temer. Parlamentares do PT devem pedir ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que investigue a atuação de Temer no caso. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) articula com movimentos sociais e juristas a apresentação de um outro pedido de impeachment do presidente.

Temer nega pressão

Temer afirmou que sua conversa com Calero sobre o assunto foi uma tentativa de "arbitrar" um conflito entre órgãos diferentes da administração.

A obra foi embargada por um departamento nacional do Iphan após ter recebido parecer favorável da superintendência do órgão na Bahia. Na conversa com Calero, o presidente pede que o caso seja analisado pela AGU (Advocacia-Geral da União).

Temer também afirmou que a possibilidade de Calero ter gravado o diálogo entre os dois seria "indigno" e "gravíssimo". O ex-ministro da Cultura afirmou, em entrevista ao "Fantástico", que gravou uma conversa que manteve com Temer e diálogos travados com ministros do governo, sem especificar quais.

O STF (Supremo Tribunal Federal) considera legal o uso como prova em processos judicias de conversas gravadas por um dos interlocutores.

Tramitação
Para que seja de fato aberto um processo de impeachment, primeiro o pedido precisaria ser aceito pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já declarou não ver no caso motivo para o impedimento de Temer.


Se aceito por Maia, para que o processo seja instalado, é preciso o apoio de ao menos dois terços dos deputados, ou 342 das 513 cadeiras da Câmara.

Valente afirmou que a hipótese de o pedido ser rapidamente arquivado por Maia geraria um "imenso desgaste político" ao presidente da Câmara. "Nós esperamos seriedade e isenção", disse.


Crise no Governo : Em conversa gravada por Calero, Temer diz ter sido inconveniente com ministro

novembro 29, 2016

Os áudios foram entregues por Calero à Polícia Federal, e remetidos, na noite desta segunda-feira (28), ao Supremo Tribunal Federal.

O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, antes de pedir demissão do cargo, no último dia 18, gravou diálogos com autoridades do governo.


                                                 GRAVAÇÃO TEMER E CALERO CONEXÃO POLÍTICA 
Calero pediu demissão acusando o então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que também já deixou o cargo, de pressioná-lo para liberar a obra de um prédio em Salvador (BA) no qual Geddel tem um apartamento.



Transcrições
Leia abaixo a transcrição de uma conversa entre Calero e Temer:


Marcelo Calero: Oi, presidente.
Michel Temer: Oba. Oi, Marcelo, tudo bem, Calero?
Marcelo Calero: Como vai o senhor, tudo bem?
Michel Temer: Bem, graças a Deus.
Marcelo Calero: Maravilha.
Michel Temer: Então...
Marcelo Calero: Eu fiz uma reflexão muito grande de ontem pra hoje e agradeço...
Michel Temer: Pois não...

Marcelo Calero: ... muito por o... por senhor ter insistido, mas eu realmente...
Michel Temer: ...Hum...
Marcelo Calero: ...quero pedir minha demissão e quero que o senhor aceite, por gentileza, porque eu não me vejo mais com... com condições e espaço de estar no governo.
Michel Temer: Interessante.
Marcelo Calero: É... então, assim...
Michel Temer: Tudo bem. Se você não... se é sua decisão, viu, o Calero, tem que respeitar. Ontem acho que até fui um pouco inconveniente, né? Insistindo muito pra você... pra você permanecer é.. confesso que não vejo razão pra isso mas você terá as suas razões.

Marcelo Calero: Sem dúvida.

No diálogo abaixo, o secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, discute com Calero a situação do imóvel de Geddel.

Gustavo Rocha: É, eu... eu tô te ligando que... é... eu tô dando entrada com pedido protocolar. [Vou] protocolar o recurso lá no Iphan.
Marcelo Calero: Tá.
Gustavo Rocha: Vou protocolar uma cópia aí.

Marcelo Calero: Tá. Mas eu... eu... eu até falei com o presidente, Gustavo, eu não quero me meter nessa história não.
Gustavo Rocha: É, e o que ele me falou pra... pra falar era, "veja se ele encaminha, e num precisa fazer nada, encaminha pra AGU". Falou isso comigo ontem, né? Aí eu falei "não, eu falo isso com ele".
Marcelo Calero: Bom... tá, eu vou... eu vou fazer uma reflexão aqui, Gustavo. Agora, mudando de assunto, Ancine, é... eu pedi uma correção pro texto que me chegou hoje de manhã e... eu tô dependendo da velocidade aqui do nosso jurídico...

Após a divulgação da transcrição, a Casa Civil divulgou a seguinte nota de Gustavo Rocha: "Na conversa com o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, somente disse que iria encaminhar recurso ao Iphan, de autoria de outro advogado, que fora deixado equivocadamente em meu gabinete. O ministro havia dito que não tomaria nenhuma decisão, mesmo tendo competência para isso. Por isso, usei a expressão 'dando entrada'. Contudo, jamais se deu seguimento a tal ação, já que o recurso foi devolvido a seu autor."

GEDDEL : pede demissão após denuncia atingir Michel Temer.

novembro 25, 2016
Cai o articulador político de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, que usou seu cargo para tentar obter benefícios privados; Geddel foi também um dos principais articuladores do golpe parlamentar de 2016, mas sua demissão não resolve os problemas de Temer, que também foi gravado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero; insustentável no cargo, ele enviou por e-mail sua carta de demissão a Michel Temer nesta sexta-feira 25 (confira a íntegra); também citado nas delações das empreiteiras, Geddel perderá o foro privilegiado

 Pivô da maior crise do governo de Michel Temer, que pode culminar inclusive na saída do presidente, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, já entregou sua carta de demissão ao presidente nesta sexa-feira 25.
Geddel ficou insustentável no cargo desde que foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de ter advogado em causa própria e cometido tráfico de influência ao fazer pressões para que Calero agisse pela liberação de uma obra embargada em Salvador.
Calero pode ter gravado conversas com Geddel, o ministro Eliseu Padilha e Temer e acusa o presidente de também tê-lo "enquadrado" em favor de Geddel, em uma reunião no Palácio do Planalto, conforme contou em depoimento à Polícia Federal.
pediu demissão Geddel viera Lima após denuncia atingir Temer 
Conexão Política

Com sua saída, a intenção de Geddel é tentar estancar a sangria da crise. Ela não será resolvida, porém, uma vez que envolve o próprio Michel Temer no caso. Também citado nas delações das empreiteiras na Lava Jato, Geddel perderá o foro privilegiado.
Confira a íntegra da carta de demissão de Geddel, que teria sido enviada por email a Michel Temer: 
Aécio Neves 

sobre o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que caiu por corrupção, e o também ex-ministro Marcelo Calero, que saiu do governo por não se deixar corromper, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), fecha com o primeiro e pede investigação do segundo pela gravação que ele disse ter feito de Michel Temer, Geddel e Eliseu Padilha; "Há algo aí de extremamente grave e que também tem que ser investigado, o fato de um servidor público, um homem da confiança do presidente da República, com cargo de ministro de Estado, se confirmado isso, entrar com um gravador para gravar o presidente. Isso é inaceitável, é inédito na história do Brasil", diz; para o tucano, o caso "nem de longe" atinge Temer


URGENTE : IMPEACHMENT de Temer passa a ser discutido após denúncia de ex-ministro

novembro 24, 2016
    Deputados pedem impeachment de Michel Temer ...
Após acusação na policial federal o ex: ministro da Cultura Marcelo Calero disse  que foi  “enquadrado". Segundo ele, Temer disse que "a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão" deputados pedem impeachment sobre Michel Temer
ministro da Cultura Marcelo Calero afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que o presidente Michel Temer o chamou no Palácio do Planalto para conversar sobre o empreendimento imobiliário de alto luxo em Salvador no qual o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, tinha comprado um apartamento e cuja obra foi embargada pelo Iphan.


                                         Deputados passam a discutir impeachment de Temer
                                                                  Conexão Política
Calero disse que, na reunião, o presidente disse a ele que a decisão do Iphan havia criado "dificuldades operacionais em seu gabinete", já que Geddel encontrava-se bastante irritado, e pediu que ele "construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU".
O ex-ministro afirmou ainda que se sentiu decepcionado pelo fato de não ter mais a quem se reportar a fim de solucionar a situação, uma vez que o próprio presidente da República o havia “enquadrado". Segundo ele, Temer disse que "a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão". Calero afirmou que, após a conversa , sua única saída foi apresentar seu pedido de demissão.

O porta-voz do Palácio do Planalto fez um pronunciamento na noite desta quinta (24) e disse que Temer defendeu uma "saída técnica", ao pedir que o caso fosse levado à AGU, e afirmou que o presidente apenas buscou arbitrar conflitos entre os ministros.
Calero disse em entrevista à "Folha" no último sábado (19) e confirmou em entrevista ao Jornal Nacional no mesmo dia que o motivo principal de sua saída do ministério foi a pressão que sofreu do titular da Secretaria de Governo para liberar o prédio. Calero pediu demissão do cargo de ministro na última sexta-feira (18) e foi substituído pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP).

Na segunda-feira (21), a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu abrir um processo para investigar a conduta de Geddel no episódio relatado pelo ex-ministro da Cultura. O colegiado fiscaliza eventuais conflitos de interesse envolvendo integrantes do governo, mas não tem poder para punir nenhum servidor público, apenas pode recomendar ao chefe do Executivo sanções a integrantes do governo, entre as quais demissões.

No entanto, agora, a Polícia Federal também irá apurar as denúncias de Marcelo Calero. E foi o próprio Calero que se ofereceu para depor à PF. Ele apresentou as acusações de tráfico de influência contra o ministro Geddel à PF em Brasília na quarta.
Calero afirmou no depoimento que, no dia 6 de novembro, recebeu a mais contundente das ligações realizadas por Geddel e que ele disse, sempre de maneira muito arrogante, que se fosse preciso pediria a cabeça da presidente do Iphan e que falaria até com o presidente da República. O ex-ministro afirmou que, mesmo não havendo relação formal de subordinação à pasta administrada por Geddel, ele se sentia subordinado ao ministro da Secretaria de Governo, uma vez que ele integra o núcleo “palaciano” da administração federal.

Marcelo Calero afirmou que em outro dia recebeu uma ligação de outro homem forte do governo, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que argumentou que, se a questão estava judicializada, não deveria haver decisão administrativa definitiva a respeito e que Calero tentasse construir essa saída com a Advocacia Geral da União (AGU).
Após a reunião com Temer, o ex-ministro da Cultura disse que recebeu também uma ligação do secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, e que ele comunicou que havia ingressado com recurso da decisão administrativa junto ao Ministério da Cultura e ao Iphan e que Calero devia encaminhar os autos do processo para a AGU. Calero disse que respondeu que já havia tratado a respeito do assunto com o presidente, e que não ia tomar qualquer decisão neste processo.

Segundo o ex-ministro da Cultura, Gustavo Rocha disse que também havia conversado com o presidente e que seu intuito era o de que Calero encaminhasse os autos para a AGU.
O ex-ministro disse que este último episódio foi determinante para a saída dele do governo, pois demonstrava a insistência do presidente em fazer com que ele interferisse indevidamente no andamento do processo.
Calero contou ainda que, ao pedir demissão, o presidente disse que era ele, e não Geddel, o presidente da República e brincou dizendo que cometeria um abuso de autoridade e não deixaria que ele deixasse o governo.

Lider do Governo Temer : Romero Juca é indiciado pela oitava vez pelo STF

novembro 23, 2016
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski decidiu nesta quarta-feira (23) abrir inquérito para investigar indícios encontrados contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR) na Operação Zelotes. O caso tramita em segredo de Justiça. Além deste caso, o líder do governo Temer no Senado responde a outros sete inquéritos no STF, sendo dois deles referentes à Operação Lava Jato.
                  Lider do Governo Temer : Romero Juca é indiciado pela oitava vez pelo STF

Além de Jucá, também são alvos do novo inquérito os deputados Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE). Lewandowski também abriu inquérito contra o senador José Pimentel (PT-CE). Os quatro parlamentares serão investigados por corrupção passiva e prevaricação. Destes, apenas Jucá já era investigado em outro inquérito da Zelotes.

Segundo relatório da Polícia Federal, o líder do governo no Senado alterou uma medida provisória de 2013 para favorecer o Grupo Gerdau. Na ocasião, o parlamentar era relator da matéria e fixou mudanças nas regras de tributação de lucros de empresas no exterior. Já Alfredo Kaefer e Jorge Côrte Real são investigados como autores de emendas criadas para beneficiar a empresa.

Em nota, Jucá negou ter recebido “recursos para beneficiar empresas por meio de medidas provisórias”. O líder afirmou ainda que “anunciou em plenário o veto a uma emenda que supostamente teria sido comprada. Em outra, o próprio acusador do senador já desmentiu a informação e disse que não pagou nenhum valor ao senador”.

Já o deputado Alfredo Kaefer disse estar “tranquilo” quanto à denúncia. Ele ressaltou que fez uma emenda para uma medida provisória para beneficiar “todas empresas multinacionais” e acabou chamando atenção de André Gerdau, que recomendou que a emenda fosse acatada por Jucá. O deputado afirma que foi procurado por um interlocutor do executivo, mas que não houve um encontro. O representante da empresa levou apenas um cartão da assessoria do parlamentar. Kaefer negou ainda conhecer André Gerdau pessoalmente, mas admitiu que conhece o pai dele, Jorge Gerdau.

Até o fechamento desta reportagem, o deputado Jorge Côrte Real ainda não havia se posicionado sobre o caso.

Leia a íntegra da nota do senador Romero Jucá:

“O senador Romero Jucá nega que tenha recebido recursos para beneficiar empresas por meio de medidas provisórias. Em relação a uma acusação específica, o senador anunciou em plenário o veto a uma emenda que supostamente teria sido comprada. Em outra, o próprio acusador do senador já desmentiu a informação e disse que não pagou nenhum valor ao senador”.


A crise no Brasil piora no governo Michel Temer

novembro 21, 2016

                     Economistas também pioram projeção do PIB

Economistas consultados pelo Banco Central também pioraram as projeções para o PIB brasileiro neste ano, de queda de 3,37%, na semana passada, para queda de 3,4%, nesta semana. O dado faz parte do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.

Para a inflação, os economistas melhoraram as estimativas de 6,84% para 6,8% ao final de 2016. A projeção para o dólar subiu de R$ 3,22 para R$ 3,30, enquanto a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 13,75%.


O Ministério da Fazenda admitiu oficialmente nesta segunda-feira (21) que
a economia brasileira vai crescer menos em 2017 e anunciou a revisão de sua estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano, de 1,6% para 1%.
O governo também anunciou que prevê um ecolhimento ainda maior da economia em 2016. A previsão, que era de queda de 3%, passou para 3,5%.

"O que realmente causou essa recessão foi uma queda de confiança causada por questões fiscais [problemas nas contas públicas]. O empresário retrai investimento. O mais importante que a gente tem de resolver é a questão fiscal. É o âmago de tudo", declarou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk.
PIB do Brasil em 2017
Projeções oficiais do governo federal

1,21,61%AbrilAgostoNovembro0,911,11,21,31,41,51,61,7
Ministério da Fazenda
As novas previsões do governo para o PIB estão em linha com o que projeta o mercado financeiro, conforme mostra o mais recente levantamento feito pelo Banco Central e divulgado nesta segunda. A expectativa do mercado é que a economia encolha 3,4% em 2016 e cresça 1% em 2017.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Impacto no orçamento
Quando uma economia cresce menos que o previsto o governo também arrecada menos impostos que o esperado. Portanto, a mudança na projeção para o desempenho do PIB também deve afetar os cálculos do governo para suas receitas em 2017.

Essa situação é especialmente complicada para o Brasil, que vem registrando seguidos déficits fiscais (despesas acima da arrecadação), justamente uma das razões para a crise econômica.
Para o próximo ano, o governo já propôs que seus gastos superem a arrecadação com impostos em até R$ 139 bilhões. Entretanto esse valor, que se confirmado já será o segundo maior rombo fiscal da série histórica, leva em conta o crescimento de 1,6% do PIB em 2017.
Nesta segunda, o secretário de Política Econômica, Fabio Kanczuk, não quis fazer uma projeção sobre a arrecadação de 2017. Segundo ele, esse número será divulgado somente no fim do primeiro trimestre do próximo ano.

TIRARAM UMA PRESIDENTE HONESTA e HONRADA PARA MANTER OS CORRUPTOS NO PODER ...

novembro 19, 2016

Quando o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff ganhou impulso na Câmara dos Deputados, o escritor português Miguel Sousa Tavares cravou uma definição lapidar do que estava a acontecer no Brasil: uma assembleia de bandidos, presidida por um bandido.

"Eu não sou juiz de honestidade, seriedade de ninguém. Julgo a gestora, isso que me cabe como eleitor. A Dilma se mostrou inepta e incapaz como gestora e absolutamente inapetente como política para ser presidente de um país com as complexidades de um país como o Brasil.

Dilma Rousseff mulher honesta e honrada 
Tavares se referia a Eduardo Cunha, que, como se sabe, foi preso na Lava Jato acusado de movimentar diversas contas secretas em paraísos fiscais.
Outro apoiador do impeachment foi Sergio Cabral, que mandou seu próprio filho a Brasília, como deputado por um dia, para votar a favor do golpe parlamentar de 2016.

Cabral, todos sabem, foi o personagem da semana.
Agora, chega a vez de Geddel Viera Lima, braço direito de Michel Temer, e um dos principais articuladores da trama golpista.


Geddel também fez um comentário sobre a honestidade da presidente derrubada Dilma Rousseff. "Eu não sou juiz de honestidade, seriedade de ninguém. Julgo a gestora, isso que me cabe como eleitor. A Dilma se mostrou inepta e incapaz como gestora e absolutamente inapetente como política para ser presidente de um país com as complexidades de um país como o Brasil. A honestidade ou desonestidade dela não me cabe avaliar. Estou convencido de que ela burlou a Constituição e cometeu crime de responsabilidade fiscal e por isso está afastada pelo Senado", afirmou.
Bom, sabe-se agora, por Marcelo Calero, que Geddel não tem a honestidade necessária para o cargo que ocupa e, como gestor, é absolutamente incapaz. Contra ele, pesa a acusação de usar seu cargo para pressionar Calero a liberar a licença de um empreendimento onde tem um imóvel de R$ 2,4 milhões – advocacia administrativa na veia.
Desfecho merecido para um País se deixou levar por um golpe parlamentar conduzido por políticos corruptos contra uma mulher honesta.
Deu no que deu. 

Acusação contra Geddel é grave e joga crise no colo de Temer

novembro 19, 2016
É grave a acusação de Marcelo Calero contra o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) publicada na edição deste sábado (19) da Folha. Diante das declarações do ministro da Cultura, que anunciou na sexta (18) sua saída do cargo, o presidente Michel Temer tem duas alternativas: ignorá-las e aceitar as justificativas de Geddel, ou demitir uma figura do núcleo duro de sua gestão. A demissão de Calero deixou de ser uma mera divergência interna, como tentou transparecer o Planalto na sexta. Os motivos de sua saída são muito mais sérios do que se imaginava.

                                   Acusação contra Geddel é grave e joga crise no colo de Temer
As duas medidas desgastam o governo. Segurar Geddel, acusado por Calero de pressioná-lo para favorecer interesses pessoais, joga para dentro do Planalto uma crise inesperada. Uma crise inconveniente para Temer pelo fato de Geddel ser estratégico como articulador político nas negociações com o Senado para aprovar a PEC do teto de gastos públicos, carro-chefe do governo para tirar a economia do buraco em 2017.

A segunda possibilidade para o presidente é controlar a turbulência imediatamente, tirar Geddel, mas ao mesmo tempo admitir que um dos seus principais assessores de confiança atuou para se beneficiar pessoalmente. É crise do mesmo jeito. Na entrevista a Natuza Nery e Paulo Gama, Calero fornece detalhes da pressão que teria sofrido por parte de Geddel.
Segundo ele, o ministro o procurou por cinco vezes para que intercedesse na aprovação do projeto imobiliário La Vue Ladeira de Barra, em Salvador, sob avaliação do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão subordinado ao Ministério da Cultura.
De acordo com Calero, o ministro afirmou ser proprietário de um apartamento no complexo. "E aí, como é que eu fico nessa história?", teria dito Geddel. Calero afirma que Geddel agiu de maneira "truculenta e assertiva", tendo feito uma ameaça ao colega de Esplanada: "Se for o caso eu falo até com o presidente da República".

O ministro da Cultura foi o quinto a deixar o governo desde que Temer assumiu a presidência, em maio. Antes deles, saíram Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Henrique Alves (Turismo) e Fábio Osório (Advocacia-Geral da União).
Geddel será o sexto? A decisão está nas mãos de Temer ou do próprio Geddel. via Uol

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