Mostrando postagens com marcador Conexão Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conexão Política. Mostrar todas as postagens

Crise no Governo : Em conversa gravada por Calero, Temer diz ter sido inconveniente com ministro

novembro 29, 2016

Os áudios foram entregues por Calero à Polícia Federal, e remetidos, na noite desta segunda-feira (28), ao Supremo Tribunal Federal.

O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, antes de pedir demissão do cargo, no último dia 18, gravou diálogos com autoridades do governo.


                                                 GRAVAÇÃO TEMER E CALERO CONEXÃO POLÍTICA 
Calero pediu demissão acusando o então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que também já deixou o cargo, de pressioná-lo para liberar a obra de um prédio em Salvador (BA) no qual Geddel tem um apartamento.



Transcrições
Leia abaixo a transcrição de uma conversa entre Calero e Temer:


Marcelo Calero: Oi, presidente.
Michel Temer: Oba. Oi, Marcelo, tudo bem, Calero?
Marcelo Calero: Como vai o senhor, tudo bem?
Michel Temer: Bem, graças a Deus.
Marcelo Calero: Maravilha.
Michel Temer: Então...
Marcelo Calero: Eu fiz uma reflexão muito grande de ontem pra hoje e agradeço...
Michel Temer: Pois não...

Marcelo Calero: ... muito por o... por senhor ter insistido, mas eu realmente...
Michel Temer: ...Hum...
Marcelo Calero: ...quero pedir minha demissão e quero que o senhor aceite, por gentileza, porque eu não me vejo mais com... com condições e espaço de estar no governo.
Michel Temer: Interessante.
Marcelo Calero: É... então, assim...
Michel Temer: Tudo bem. Se você não... se é sua decisão, viu, o Calero, tem que respeitar. Ontem acho que até fui um pouco inconveniente, né? Insistindo muito pra você... pra você permanecer é.. confesso que não vejo razão pra isso mas você terá as suas razões.

Marcelo Calero: Sem dúvida.

No diálogo abaixo, o secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, discute com Calero a situação do imóvel de Geddel.

Gustavo Rocha: É, eu... eu tô te ligando que... é... eu tô dando entrada com pedido protocolar. [Vou] protocolar o recurso lá no Iphan.
Marcelo Calero: Tá.
Gustavo Rocha: Vou protocolar uma cópia aí.

Marcelo Calero: Tá. Mas eu... eu... eu até falei com o presidente, Gustavo, eu não quero me meter nessa história não.
Gustavo Rocha: É, e o que ele me falou pra... pra falar era, "veja se ele encaminha, e num precisa fazer nada, encaminha pra AGU". Falou isso comigo ontem, né? Aí eu falei "não, eu falo isso com ele".
Marcelo Calero: Bom... tá, eu vou... eu vou fazer uma reflexão aqui, Gustavo. Agora, mudando de assunto, Ancine, é... eu pedi uma correção pro texto que me chegou hoje de manhã e... eu tô dependendo da velocidade aqui do nosso jurídico...

Após a divulgação da transcrição, a Casa Civil divulgou a seguinte nota de Gustavo Rocha: "Na conversa com o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, somente disse que iria encaminhar recurso ao Iphan, de autoria de outro advogado, que fora deixado equivocadamente em meu gabinete. O ministro havia dito que não tomaria nenhuma decisão, mesmo tendo competência para isso. Por isso, usei a expressão 'dando entrada'. Contudo, jamais se deu seguimento a tal ação, já que o recurso foi devolvido a seu autor."

A crise no Brasil piora no governo Michel Temer

novembro 21, 2016

                     Economistas também pioram projeção do PIB

Economistas consultados pelo Banco Central também pioraram as projeções para o PIB brasileiro neste ano, de queda de 3,37%, na semana passada, para queda de 3,4%, nesta semana. O dado faz parte do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.

Para a inflação, os economistas melhoraram as estimativas de 6,84% para 6,8% ao final de 2016. A projeção para o dólar subiu de R$ 3,22 para R$ 3,30, enquanto a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 13,75%.


O Ministério da Fazenda admitiu oficialmente nesta segunda-feira (21) que
a economia brasileira vai crescer menos em 2017 e anunciou a revisão de sua estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano, de 1,6% para 1%.
O governo também anunciou que prevê um ecolhimento ainda maior da economia em 2016. A previsão, que era de queda de 3%, passou para 3,5%.

"O que realmente causou essa recessão foi uma queda de confiança causada por questões fiscais [problemas nas contas públicas]. O empresário retrai investimento. O mais importante que a gente tem de resolver é a questão fiscal. É o âmago de tudo", declarou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk.
PIB do Brasil em 2017
Projeções oficiais do governo federal

1,21,61%AbrilAgostoNovembro0,911,11,21,31,41,51,61,7
Ministério da Fazenda
As novas previsões do governo para o PIB estão em linha com o que projeta o mercado financeiro, conforme mostra o mais recente levantamento feito pelo Banco Central e divulgado nesta segunda. A expectativa do mercado é que a economia encolha 3,4% em 2016 e cresça 1% em 2017.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Impacto no orçamento
Quando uma economia cresce menos que o previsto o governo também arrecada menos impostos que o esperado. Portanto, a mudança na projeção para o desempenho do PIB também deve afetar os cálculos do governo para suas receitas em 2017.

Essa situação é especialmente complicada para o Brasil, que vem registrando seguidos déficits fiscais (despesas acima da arrecadação), justamente uma das razões para a crise econômica.
Para o próximo ano, o governo já propôs que seus gastos superem a arrecadação com impostos em até R$ 139 bilhões. Entretanto esse valor, que se confirmado já será o segundo maior rombo fiscal da série histórica, leva em conta o crescimento de 1,6% do PIB em 2017.
Nesta segunda, o secretário de Política Econômica, Fabio Kanczuk, não quis fazer uma projeção sobre a arrecadação de 2017. Segundo ele, esse número será divulgado somente no fim do primeiro trimestre do próximo ano.

Imagem mostra Sérgio Cabral com uniforme da Seap após prisão no Rio

novembro 18, 2016


                 Imagem do Sérgio Cabral 


Uma imagem divulgada nesta sexta-feira (18) mostra o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, com o uniforme da Secretaria de Administração Penitenciária e posando para fotos logo depois de inserir no sistema carcerário do Rio. A foto foi tirada de um computador com acesso ao sistema penitenciário.

Foto Cabral com uniforme da Seap e cabeça raspada

G1 questionou a SEAP sobre a veracidade da foto, mas não foi respondido até a publicação desta reportagem.
Cabral, que tomou o primeiro café da manhã nesta sexta-feira  e segundo a Seap teve a cabeça raspada, chegou ao local com uma camisa social azul clara, mas teve que trocar a roupa por uma calça jeans e camiseta branca, igual a de outros presos da unidade. Cabral está em uma cela com outros cinco presos da Operação Calicute desta quinta.


O ex-governador passou a noite em uma cela de nove metros quadrados e aceitou o café da manhã da unidade: um pão com manteiga e café com leite, mesmo cardápio dos outros detentos.
No almoço e no jantar, o cardápio é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco. Já o lanche é um guaraná e pão com manteiga ou bolo.
Prisão
Cabral foi preso por suspeita de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais. De acordo com a denúncia, ele recebia "mesadas" entre R$ 200 mil e R$ 500 mil de empreiteiras, segundo procuradores das forças-tarefa da Lava Jato do Rio e no Paraná.

Além do ex-governador, outras nove pessoas foram presas na Operação Calicute – um desdobramento da Lava Jato. O prejuízo é estimado em mais de R$ 220 milhões. As principais obras fraudadas foram o Arco Metropolitano, a reforma do Maracanã e o PAC das Favelas.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cabral chefiava a organização criminosa e chegou a receber R$ 2,7 milhões em espécie da empreiteira Andrade Gutierrez, por contrato em obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
O esquema também envolvia lavagem de dinheiro por meio de contratos falsos com consultorias e da compra de bens de luxo – que incluíam vestidos de festa, joias e uma lancha avaliada em R$ 5 milhões, e até cachorros-quentes de uma festa de aniversário do filho de Cabral.

O procurador disse ainda que a propina exigida pelo ex-governador era de 5% por obra, mais 1% da chamada "taxa de oxigênio", que ia para a secretaria de Obras do governo, então comandada por Hudson Braga. Segundo o procurador, os pagamentos de mesada a Cabral ocorreram entre 2007 e 2014.

A mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo, foi alvo de condução coercitiva, quando alguém é levado para depor. Ela é suspeita de ser beneficiária do esquema criminoso.
O G1 ligou por volta das 13h para o escritório e para celulares de advogados que representam Cabral, mas não obteve resposta até as 20h. A defesa de Adriana informou que se pronunciará nesta sexta-feira (18).

.

Comentários

Contact us

Teste Teste Teste Teste

About Me!

Teste Teste Teste Teste

Featured Posts 4

Marcadores

Bem-vindo ao livro online

Conexão. Tecnologia do Blogger.