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A História vai se lembrar... Os "Juízes" de agora serão os condenados amanhã

agosto 26, 2016


No Congresso, os deputados endossaram os militares e clamavam pela renúncia
presidencial,alegando que Getúlio não tinha mais "condições de governar".


Os militares liderados pelo brigadeiro Eduardo Gomes, candidato derrotado por Getúlio nas eleições de 50, lançaram um manifesto exigindo a renúncia do presidente e ameaçando apelar às armas. 
Em, 24 de agosto de 1954, Vargas é encontrado morto em seu quarto no palácio do Catete. 

O cortejo que acompanhou o seu corpo do palácio do Catete ao aeroporto Santos Dumont (trasladado para São Borja, no Rio Grande do Sul) reuniu a maior multidão da história do Rio de Janeiro.

O suicídio de Getúlio, com o consequente clamor popular, adiou os planos golpistas por uma década.

O país inteiro quedou em estado de choque. Ninguém esperava por aquele desfecho para a crise que se abatera como uma nuvem negra sobre o governo, apesar de o próprio Getúlio ter dito, dias antes, com todas as letras: “Só morto sairei do Catete”.

  


  A imprensa brasileira tem as seguintes Manchete: "O Globo": "Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada". O "Estadão", como sempre, foi além: "Vitorioso o movimento democrático". Essa foi a tônica do conjunto da imprensa brasileira.
Em 1964, as mesmas forças dos poderosos se voltaram contra João Goulart. Em um comício  histórico  na Central da Brasil, em 13 de março, onde o presidente anunciou profundas reformas populares. A reação foi rápida.  Marcha da Família com Deus contra a "ameaça comunista",que levou uma multidão às ruas contra Jango.
 A legitimação do golpe pelo Legislativo foi completada pelo deputado Ranieri Mazzilli, que apoiou o Ato Institucional 1, passando o poder ao general Castello Branco e dando ares constitucionais à ditadura que se iniciava.




   Aos senadores que votarem pelo golpe, prováveis irão vencer, mas  lhes restará o repúdio das gerações futuras serão marcados para sempre  da história.


Afinal, Getúlio é tido hoje como um dos maiores líderes políticos de nossa história. E Lacerda não é nada mais que um golpista abjeto. Jango é lembrado pelo compromisso com o povo, expresso nas reformas de base. Já os militares que o golpearam estão marcados eternamente como responsáveis por um dos períodos mais sombrio da história brasileira.


o julgamento que se inicia hoje tem cartas marcadas.  Por todas essas razões, históricas e atuais, Dilma provavelmente será deposta de seu cargo que foi eleita democraticamente 54 milhoes de votos. 


                                                                  Dilma Julgado 21 anos depois 

 Michel Temer representar o mesmo grupo na história que não aceitou o resultados das urnas ou avanços dos benefícios aos trabalhadores. 

O programa de Presidente interino é desmontar a CLT, a previdência e liquidar os investimentos sociais. O que está em questão é desfazer de uma só vez o pacto da Constituição de 88 - com sua rede de proteção social - e o pacto lulista de 2003, que inclui a agenda de programas sociais e de investimento público. Um projeto como esse jamais passaria pelo crivo das urnas. Só pode tornar-se realidade pela via de golpe moderno.

O julgamento que se inicia hoje tem cartas marcadas.  Por todas essas razões, históricas e atuais, Dilma provavelmente será deposta de seu cargo que foi eleita democraticamente 54 milhoes de votos. 


     Carta de Getúlio Vargas 

    “Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.

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Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.

                                                            Povo rezou pelo presidente Getúlio.

A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”


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O Congresso brasileiro, portanto, tem a tradição de apoiar golpes. Os pretextos foram mudando de nome com o tempo: em 54 era o "mar de lama" ou a rua Tonelero; em 64 era o risco da "república sindicalista"; hoje se chama "pedalada fiscal". Ninguém acredita muito neles, no fundo todos sabem que as razões são de outra ordem, mas afinal é da natureza dos golpes que não se assumam como tal.

As verdadeiras razões estão quase sempre ligadas a interesses econômicos. Em 54, tratava-se de interromper o "populismo" varguista, que havia acabado de dobrar o valor do salário mínimo e nacionalizado o petróleo com a criação da Petrobras. Em 64, a questão era barrar as reformas propostas por Jango, que até hoje continuam pendentes e necessárias.


                                              A historia repete- se a comparação é mera coincidência 

Dilma Rousseff manda msg -Democracia é conquista permanente”,

agosto 25, 2016
Brasileiros saem às ruas para protestar contra o golpe
Agenda de manifestações organizada pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo reforça a denúncia contra a tentativa de afastamento da primeira mulher eleita presidente do país. Guerrilheira em 1964, combativa nos momentos mais delicados da história do Brasil, Dilma Rousseff afirma: “vou defender a democracia, o projeto político que eu represento, os interesses legítimos do povo brasileiro”. LEIA mais: http://goo.gl/sMWRbH
Mensagem de Dilma Rouselff
Nesta semana será retomado o Acampamento pela Democracia, em Brasília, e os atos contra o golpe no país inteiro. “Estaremos, no dia 29, nas ruas e também no Senado para acompanhar o depoimento da presidenta, resistindo até o último momento”, avisa Luciana Santos, deputada federal por Pernambuco e presidente nacional do PCdoB.
Nos últimos capítulos do processo de impeachment de Dilma, movimentos sociais e líderes políticos terão intensa agenda de manifestações pelo país. A atenção da sociedade estará voltada para o Congresso Nacional. Mais precisamente, com o olhar no Senado Federal, onde Dilma fará pessoalmente sua defesa na segunda-feira (29) no Plenário da Casa.
As atividades contra o golpe já se iniciaram e seus organizadores prometem fazer muito barulho para denunciar a efetivação de um grave ataque à democracia. Vale lembrar que foram mais de 54 milhões de votos que reconduziram a presidente ao Palácio do Planalto nas eleições de 2014.
Temer usurpador
Desde então, a oposição tentou, de todas as formas, afastar a presidente para desconstruir os programas de inclusão social desenvolvidos em sua gestão e na do governo Lula (2003-2016). Nos primeiros 100 dias à frente do Executivo, o interino golpista Michel Temer enxugou as contas públicas. Graças à imposição do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o saldo negativo será enfrentado com cortes de direitos sociais e trabalhistas. O trabalhador pagará a conta do golpe.
Segundo a deputada Luciana Santos, Temer impõe a agenda da direita para “desnacionalizar a economia, retirar direitos e conquistas. Medidas mais acentuadas que nos tempos de FHC, exatamente porque não precisou passar pelo crivo popular”. Conforme Luciana, se o golpe for consolidado pelos senadores, “o povo estará nas ruas, em resistência contra essa agenda ultraliberal”.
Diante da possibilidade de aprofundamento da crise econômica, a Frente Brasil Popular afirmou em nota que irá resistir ao “golpismo“ nestes dias que antecedem o julgamento final. O coletivo formado por partidos políticos, entidades sindicais, movimentos estudantis e culturais prepararam uma contraofensiva aos conservadores que, na atualidade, são maioria no Congresso.
De acordo com o presidente nacional da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, “é dever moral de cada um de nós enxergar que esta luta se tornou questão de sobrevivência". PCDOB NA CÂMARA·


O sindicalista acrescenta que há um processo de demonização da política e dos partidos, liderado por setores da mídia, “sob a luz do ódio e do preconceito”. “Eles tentam massacrar, quebrar a espinha dorsal do campo democrático popular”.


Dilma participa de ato no Teatro dos Bancários em Brasília / Foto Lula Marques

Para Dilma, que esteve presente na noite de terça (23), no ato em defesa da democracia e dos direitos sociais na Casa de Portugal, no centro de São Paulo, “nós viemos de 20 anos de ditadura, ganhamos e achamos que estávamos bem. Mas temos de lutar todos os dias. Nós ganhamos algumas lutas nesse processo. A primeira foi que os movimentos sociais, os partidos progressistas, os artistas, as mulheres, todos nós fomos capazes de formar uma grande frente de resistência, que está aqui”, afirmou.

O coordenador da Frente Povo sem Medo e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, disse na ocasião que Temer e sua “turma de golpistas estão brincando com fogo. Se este golpe for vitorioso vai se abrir a porteira de um longo período de instabilidade”, avaliou.

Em 29 de agosto, dia em que Dilma será julgada no Senado, será convocado o dia nacional de luta contra o golpe, com uma grande concentração ocorrendo em Brasília. Um acampamento será montado no local ao lado do Estádio Nacional Mané Garrincha.
O “muro da vergonha” também está de volta. A extensa barreira de metal erguida para separar contrários e a favor de Dilma foi novamente montado na Esplanada dos Ministérios.
Agenda contra o golpe em Brasília
Quinta-feira (25/08) - Buzinaço, concentração na Catedral, às 17h30.
Sábado (27/08) - Ensaio geral da Batucada Feminista, Museu da República, às 15h.
DIA 29/08 (segunda-feira) - Dia nacional de luta em defesa da democracia e dos direitos
8h - Recepção da presidenta Dilma Rousseff em frente ao Senado.
10h - 16h - Programação político-cultural no Acampamento em defesa da democracia e dos direitos, ao lado do Ginásio Nilson Nelson.
18h- Ato político nacional em Defesa da Democracia e dos Direitos em frente ao Senado Federal.



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