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Fachin manda investigar Sarney, Renan e Jucá

fevereiro 10, 2017
O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito para investigar o ex-senador José Sarney, os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Atendeu a um pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot, que acusa os quatro de tentar obstruir a apuração do escândalo do petrolão.
Entregou à Procurdoria seis horas de gravações de conversas que manteve com Sarney, Renan e Jucá


Este é o primeiro inquérito aberto por Fachin desde que assumiu a relatoria da Lava Jato, no lugar de Teori Zavascki, morto em acidente de avião. A investigação tem como base o acordo de delação premiada firmado por Sérgio Machado com a força-tarefa da Lava Jato. Acomodado na Transpetro por indicação de Renan, o delator passou 12 anos na presidência da subsidiária da Petrobras. Entregou à Procurdoria seis horas de gravações de conversas que manteve com Sarney, Renan e Jucá (leia trechos).
Nos diálogos, Sarney, Renan e Jucá, todos filiados ao PMDB de Michel Temer, fizeram comentários que indicavam a intenção de obstruir a Java Jato. Jucá foi o que soou mais explícito. Disse que era preciso firmar um pacto para “estancar a sangria” provocada pelas investigações.
Na petição que entregou a Fachin, Janot anotou: “É chocante, nesse sentido, ouvir o senador Romero Jucá admitir, a certa altura, que é crucial ‘cortar as asas’ da Justiça e do Ministério Público, aduzindo que a solução para isso seria a Assembleia Constituinte que ele e seu grupo político estão planejando para 2018.”
Noutro trecho, Renan revela a Machado que tentou brecar a recondução de Janot à chefia do Ministério Público Federal. Ele chama o procurador-geral de “mau caráter”. Sem saber que Machado o gravava, Sarney fala da necessidade de aproximação com o então relator da Lava Jato, Teori Zavaschi.
''Há elementos concretos de atuação concertada entre parlamentares, com uso institucional desviado, em descompasso com o interesse público e social, nitidamente para favorecimento dos mais diversos integrantes da organização criminosa'', escreveu Janot no pedido que deu origem ao novo inquérito.
Renan agora passa a responder a uma ação penal e 12 inquéritos, dos quaos nove são relacionados à Lava Jato. Jucá soma oito inquéritos, sendo três da Lava Jato. E Sarney faz sua estréia no rol de investigados da operação que esquadrinha o maior escândalo já descoberto na história do país.
Não há prazo para o encerramento das investigações. Ao final, Janot decidirá se há elementos para denunciar os investigados ao Supremo ou se o caso vai para o arquivo. Em caso de formalização de uma denúncia, a Suprema Corte decidirá se abre ou não uma ação penal, convertendo os acusados em réus. Excetuando-se o delator Sérgio Machado, todos negam o complô contra a Lava Jato

Lava Jato: MICHEL TEMER,AÉCIO,SERRA,JUCÁ,RENAN,MAIA E ALCKMIN CITADOS NA ODEBRECHT

dezembro 12, 2016
O fim do governo Temer foi anunciado ontem pelo vazamento da delação do lobista da Odebrecht Claudio Melo Filho. O melhor amigo de Temer recebeu uma mala de dinheiro daempreiteira, parte dos R$ 10 milhões que ele pediu a Marcelo Odebrecht em jantar no Jaburu em 2014. Padilha e Moreira Franco, hoje os ministros mais próximos de Temer no Planalto, foram arrolados. Jucá, seu líder no Congresso, recebeu e administrou mais de R$ 22 milhões repassados pela empreiteira ao PMDB, em troca de favores no Senado. Renan e Rodrigo Maia não escaparam. Com esta pinguela de tábuas podres, não há travessia  possível até 2018, noves fora a calamidade econômica, que se nutre também do ceticismo sobre a duração e a sobrevida do governo.
No ritmo normal do Judiciário e da Lava Jato, quando as delações forem concluídas e homologadas, alguma atitude será tomada pelo procurador-geral da República, inclusive em relação a Temer. 

o PMDB é o principal atingido pelo depoimento dado ao Ministério Público Federal e vazado à mídia: nove importantes lideranças da legenda estão implicadas, entre elas Michel Temer, Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, Geddel Vieira Lima, ex-secretário de Governo, além dos senadores Romero Jucá, ex-ministro doPlanejamento, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Eunício Oliveira.


Brasília, 11 - O presidente Michel Temer convocou uma reunião de emergência neste domingo, 11, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e outros ministros do seu governo para uma avaliação das delações dos ex-executivos da Odebrecht para a força-tarefa da Lava Jato.

O Palácio do Planalto reagiu aos vazamentos com "preocupação" e sem "ingenuidade". A ordem do presidente Michel Temer é evitar muitos comentários, reforçar que as delações precisam se comprovar e que o governo tem que "continuar trabalhando" pelo País. Interlocutores do presidente, entretanto, admitem que "os efeitos disso precisam ser observados" e que a Lava Jato sempre foi e continua sendo um fato "imponderável".

Cláudio Melo Filho afirmou em delação que Temer pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht em 2014. Oficialmente, o Planalto negou ontem à noite a informação e afirmou que não há mais comentários a serem feitos e que a nota divulgada "diz tudo". No texto para responder as acusações, o presidente repudia "com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho". "As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente", completa a nota.


A falta de expectativas com a melhora da economia é a principal explicação para a piora na percepção do atual governo. Em julho 30% achavam que a situação econômica do País iria piorar - hoje são 41%. Já os que achavam que iria melhorar eram 38% em julho e são 28% agora.


PARTIDO MAIORIA DE BANGU -Cúpula do PMDB é investigada em casos de corrupção

novembro 21, 2016
A cúpula do PMDB é formada por políticos de diversos estados com magnitudes diferentes, Michel Temer,  Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e Romero Jucá, Aníbal Gomes, Roseana Sarney (MA)Edison Lobão (MA), ex-ministro,Valdir Raupp (RO)      


 Seus membros tem algo em comum: todos foram ou são investigados em casos de mau uso de dinheiro público, corrupção, dentre outros crimes, que não se limitam apenas aos fatos investigados pela Operação Lava Jato. Eles negam todas as acusações.
Conhecido por sua tendência governista, desde o fim do regime militar, o PMDB rompeu  com a gestão da presidente Dilma Rousseff, após 13 anos de alinhamento com os governos petistas. Originado do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido de oposição à ditadura, o PMDB é a mais antiga agremiação brasileira e tem o maior número de filiados: quase 2,4 milhões de pessoas, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), relativos ao último mês de fevereiro.



 






Michel Temer 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reuniu indícios em dezembro de 2015 de que o vice e hoje atual presidente teria recebido R$ 5 milhões do dono da OAS, José Adelmário Pinheiro, o Leo Pinheiro, um dos empreiteiros condenados em decorrência do escândalo da Petrobras. Até o momento, não há acusação formal contra ele, que também foi citado na delação do senador Delcídio do Amaral --segundo a denúncia, Temer foi o responsável pelas indicações dos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada e João Augusto Henriques, condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Outro delator, o lobista Júlio Camargo, afirmou no ano passado em depoimento que Temer era um contato de Fernando Baiano, também lobista, no PMDB. Camargo e Baiano admitiram ter participado do esquema de propinas envolvendo a Petrobras. OUTRO LADO: Temer negou ter se beneficiado com o recebimento de qualquer recurso de origem ilícita. Segundo sua assessoria de imprensa, o diretório nacional do PMDB recebeu, em 2014, um montante total de R$ 5,2 milhões da OAS, que foi declarado nas prestações de contas do partido enviadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não ocorrendo nenhuma ilegalidade na operação. O vice-presidente também negou ter indicado Zelada e Henriques à Petrobras. "As indicações foram feitas pela bancada do PMDB de Minas Gerais. O vice-presidente não tinha nenhum contato com essas duas pessoas", afirmou a assessoria de imprensa. Temer também disse, por meio da assessoria, não conhecer Fernando Baiano --"nunca teve ou tem com ele qualquer relação"-- nem Júlio Camargo.


Renan Calheiros 

O presidente do Senado é detentor de um recorde incômodo para sua biografia. Ele é o político com mais processos por corrupção no STF no âmbito da Operação Lava Jato: são nove no total. Em outro caso rumoroso, Renan é acusado de apresentar notas fiscais falsas ao Conselho de Ética do Senado em 2007. À época, ele renunciou ao cargo de presidente do Senado para escapar da cassação de seu mandato. OUTRO LADO: O senador tem negado ligação com o esquema de corrupção da Petrobras. Em nota divulgada em abril, a assessoria do peemedebista disse que o senador "reitera que é zero a chance de ter participado ou cometido irregularidades. Sobre a acusação de 2007, Renan admitiu, em fevereiro de 2016, ter cometido um "excesso", mas disse que o caso envolve uma questão pessoal que precisa ser preservada. "Sobre essa matéria é preciso que se diga, primeiro, que quem pediu a investigação junto ao STF e ao Ministério Público fui eu. Eu, mais do que qualquer um, tenho total interesse que essas coisas se esclareçam. Isso não envolve dinheiro público", afirmou.



Eduardo Cunha 

O presidente da Câmara é o primeiro político a se tornar réu em um processo da Operação Lava Jato no Supremo. Em março, os ministros concordaram que havia indícios suficientes para abrir uma ação penal contra o político do Rio de Janeiro, que tem saído incólume de processos de corrupção desde os anos 1990. Além de ser acusado de receber propinas em um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, Cunha é investigado pelo Conselho de Ética da Câmara por mentir sobre existência de contas em seu nome no exterior. OUTRO LADO: O advogado de Cunha na Lava Jato, Antonio Fernando de Souza, afirmou na sessão de julgamento do STF que não havia provas de que seu cliente tenha recebido valores ligados à suposta propina. "Apesar de as denúncias se referirem a diversas transferências de valores, nenhuma delas se refere a Eduardo Cunha", afirmou.

Romero Jucá 

Senador por Roraima, Romero Jucá serviu como líder do governo de FHC, Lula e Dilma. Além de ser alvo de três inquéritos no STF, por crimes como apropriação de contribuição previdenciária e crime eleitoral, o vice-presidente do partido teve seu nome citado em delações da Lava Jato, inclusive a do senador Delcídio do Amaral. Jucá também aparece nas planilhas encontradas na casa de um executivo da construtora Odebrecht, durante uma das fases da operação. OUTRO LADO: Sobre a inclusão na delação de Delcídio, Jucá disse nunca ter tido "uma relação mais próxima" com o senador e que "qualquer dúvida deve ser investigada". Sobre a citação na planilha da Odebrecht, a assessoria de Jucá afirmou que o "TSE aprovou, sem ressalvas, todas as doações de campanha do parlamentar".


Sérgio Cabral 

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é alvo de um inquérito da PF por supostamente ser beneficiário da corrupção na Petrobras investigada pela Lava Jato. O doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores do esquema, já afirmou que Cabral recebeu R$ 30 milhões em doações ilegais durante sua campanha de reeleição, em 2010. Documentos obtidos na investigação indicam que Cabral teria recebido propinas da Odebrecht relacionadas à obra da Linha 4 do metrô da capital fluminense. OUTRO LADO: Cabral sempre negou envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. Em março, reafirmou sua inocência, por meio de nota enviada via assessoria: "Todas as contribuições das campanhas eleitorais do ex-governador Sérgio Cabral foram de acordo com o que estabelece a lei". e hoje está preso em Bangu.



Jader Barbalho 
O ex-governador do Pará já renunciou à presidência do Senado no ano de 2001, para escapar da cassação de seu mandato. Chegar aos 70 anos. em 2014, foi providencial para o político, pois por causa disso cinco ações penais e um inquérito foram arquivados no Supremo. Os processos estavam relacionados a um suposto esquema de corrupção na Sudam (Superintendência do Desenvolvimento para Amazônia), na década de 1990. Jader foi citado também em supostos esquema de propina da construtora Odebrecht nos anos 1980. OUTRO LADO: Em seu Facebook, Jader negou ter recebido propina da Odebrecht. "Nunca recebi dinheiro nem favores da Odebrecht."
impeachment de Temer

Romero Jucá 
Senador por Roraima, Romero Jucá serviu como líder do governo de FHC, Lula e Dilma. Além de ser alvo de três inquéritos no STF, por crimes como apropriação de contribuição previdenciária e crime eleitoral, o vice-presidente do partido teve seu nome citado em delações da Lava Jato, inclusive a do senador Delcídio do Amaral. Jucá também aparece nas planilhas encontradas na casa de um executivo da construtora Odebrecht, durante uma das fases da operação. OUTRO LADO: Sobre a inclusão na delação de Delcídio, Jucá disse nunca ter tido "uma relação mais próxima" com o senador e que "qualquer dúvida deve ser investigada". Sobre a citação na planilha da Odebrecht, a assessoria de Jucá afirmou que o "TSE aprovou, sem ressalvas, todas as doações de campanha do parlamentar".

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