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Prisão de Cunha é destaque na Imprensa Internacional

outubro 20, 2016



espanhol El País ressalta que ele é membro do PMDB, mesmo partido do atual presidente Michel Temer. El País acrescenta que Cunha, que há algumas semanas foi destituído de seu cargo e nesta quarta-feira (19) foi preso por ordem do juiz Sergio Moro, que está investigando seu suposto envolvimento na rede de corrupção que operava na Petrobras. Suspeita-se que ele tenha recebido cerca de cinco milhões de dólares em operações ilegais.
Eduardo Cunha Preso - conexão Política 
A página do jornal argentino “La Nación” publicou a notícia com o título “Prenderam Eduardo Cunha, o cérebro do impeachment contra Dilma”. O site do jornal espanhol “El País” informou que Cunha foi preso “por sua vínculo com a trama da Petrobras”, referindo-se à Operação Lava-Jato. O jornal lembrou que Cunha é do PMDB, partido do presidente Michel Temer, que chegou ao poder depois da destituição de Dilma. O "Clarín", também da Argentina, disse que "há temores, especialmente de alguns dos principais ministros Temer, sobre a possibilidade de que Cunha abra a boca e afunde a vários".

> > Detenido por corrupción Eduardo Cunha, expresidente del Parlamento de Brasil

The Guardian declama em sua manchete que o político brasileiro que conduziu o impeachment de Dilma Rousseff foi preso por corrupção. O jornal britânico diz que Eduardo Cunha, ex-presidente da câmara que foi cassado do cargo em setembro está sendo investigado por recebimento de propina para liberar recursos da Caixa Econômica Federal, entre outros crimes. O Guardian acrescenta que o político comparado por alguns a Frank Underwood de House of Cards, também é acusado de receber até 116.5 milhões de reais (US $ 37 milhões) em subornos com o esquema chamado lava-jato.
> > Brazilian politician who led Rousseff impeachment arrested on corruption charges
O jornal norte-americano The Wall Street Journal diz em sua reportagem sobre a prisão de Eduardo Cunha que o político é acusado de envolvimento no maior escândalo de corrupção da história do país e obstrução da justiça na tentativa de atrapalhar as investigações da lava-jato. O Journal lembra que o ex-deputado foi responsável por orquestrar o impeachment da então presidente Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores. Cunha também é acusado de receber propina e ter contas no exterior sem declarar. 

> > Brazil’s Former House Speaker Eduardo Cunha Arrested in Corruption Investigation
Le Monde anuncia em sua manchete que o responsável por arquitetar o impeachment de Dilma Rousseff foi preso. O jornal francês fala que a queda de Eduardo Cunha continua após sua renúncia ao cargo de presidente da Câmara em julho seguida por sua cassação do cargo de deputado em setembro, culminando nesta quarta-feira (19) em sua prisão preventiva. OMonde acrescenta que o ex-presidente da Câmara dos Deputados é alvo de várias acusações de corrupção dentro do escândalo da Petrobras, além de ter contas secretas na Suíça.

> > Eduardo Cunha, l’architecte de la destitution de Dilma Rousseff, a été arrêté
Diário de Notícias, periódico de Portugal, também repercutiu a notícia sobre a prisão do ex-deputado e presidente da Câmara Eduardo Cunha. A reportagem diz que ele foi o principal responsável pelo início do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

O site norte-americano Plus 55 afirmou em sua matéria sobre a prisão do ex-deputado que ele foi colocado sob "prisão preventiva" para evitar que interferisse nas investigações da lava-jato. De acordo com a publicação ele poderia destruir evidências que o ligavam a esquemas de corrupção.



Repercussão Internacional- Esmagadora votação contra Eduardo Cunha

setembro 13, 2016

'The New York Times' falou em votação 'esmagadora' contra Cunha. Notícia também teve destaque no 'Le Monde' e no 'La Nacion'
Repercussão Internacional cassação Cunha
Conexão Política



      O canal BBC World observa que a votação era vista como crucial para a credibilidade do Congresso. "Agora todas as atenções estão voltadas ao que o Sr. Cunha vai fazer, uma vez que ele também é conhecido como o 'guardião dos segredos' no Congresso, onde dezenas de outros políticos também são acusados de fraude", informa o correspondente em Brasília.

                        Sob o título "Brasil: Eduardo Cunha inelegível até 2027",
o jornal francês Le Monde diz que Cunha ameaçou os colegas de represálias até os minutos finais antes da votação, mas foi cassado aos gritos de "Fora Cunha". A queda do ex-presidente da Câmara dos Deputados, na origem da destituição da ex-presidente Dilma Rousseff, é manchete no mundo inteiro.


"Acusado de corrupção e lavagem de dinheiro", Le Monde assinala que Cunha volta a ser um cidadão como outro qualquer, que deverá responder por suas ações diante da justiça. Segundo o diário, a Câmara brasileira "está muito longe de ser 

irrepreensível", mas não se curvou diante de "um homem indefensável".


O jornal francês descreve as manobras de Cunha que levaram à instauração do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O texto se refere ao deputado cassado como um político "ultraconservador, próximo dos evangélicos, antiaborto, defensor do rebaixamento da maioridade penal para 16 anos, inimigo jurado da ex-presidente Dilma, doutor em traquinagens políticas e mentiroso", por ter negado, diante das evidências, que dispunha de contas bancárias no exterior.

Le Monde relata a vida de luxo que o peemedebista levava com a segunda mulher, a ex-jornalista Claudia Cruz. "Com dinheiro de origem duvidosa, ela esvaziava butiques Chanel, Louis Vuitton, Balanciaga, além de frequentar restaurantes e hotéis de luxo enquanto o país atravessava uma das piores recessões de sua história."

Os investigadores da operação Lava Jato suspeitam que Cunha, sua mulher e uma das filhas do deputado cassado, Danielle Dytz, receberam propina do esquema de corrupção na Petrobras, acrescenta Le Monde. "Mesmo diante das provas mais implacáveis, o homem negou diante de uma Comissão Parlamentar de Inquérito ser o titular de contas na Suíça. Por isso ele foi banido", explica o artigo.


"Manipulador sem escrúpulos"

Ao sair de cena, Eduardo Cunha, descrito como "um manipulador sem escrúpulos, vingativo e imprevisível, leva angústia à política brasileira". Articulador do financiamento de campanhas, "dizem que ele é capaz de derrubar 160 deputados e até o presidente Michel Temer". Será que é um blefe, questiona Le Monde, antes de responder: "Brasília treme". Para salvar sua pele e a da sua família, ele pode fazer uma delação premiada, corroborando a profecia que ele mesmo lançou aos colegas: "saibam que aqueles que hoje assumem o papel de juízes, amanhã poderão ser julgados".

A versão espanhola de EL País afirma que "o poderoso Eduardo Cunha, o político mais impopular do Brasil e mentor do impeachment de Dilma Rousseff, perdeu o último cargo que o ligava à vida pública". Já a versão em português, assinada pelo mesmo jornalista, Afonso Benites, diz que ele se tornou um homem-bomba. "O peemedebista nega que vá fazer delação, mas promete revelar tudo em um livro", sublinha o diário espanhol.


Cassação esmagadora

Em Portugal, o jornal Público diz em manchete que a cassação de Cunha foi esmagadora. "Dos 470 deputados que participaram na sessão quase todos votaram a favor da saída", escreve o jornal português. "Ele foi acusado de falta de decoro parlamentar por ter mentido sobre suas contas bancárias na Suíça, para onde desviou verbas negociadas no âmbito do esquema de corrupção na Petrobras, assinala o jornal Público, lembrando que Cunha ainda está envolvido em outros dois processos que correm no Supremo Tribunal Federal, além de ser investigado em mais nove denúncias.


O americano The Wall Street Journal conta que Cunha caiu "por falta de ética e pela crescente revolta dos brasileiros com a corrupção na política". O diário assinala que ele chorou no plenário, em uma última tentativa de balançar a votação, e, em tom desafiador, continuou negando as acusações.

O canal de TV Al Jazeera diz que Cunha corre o risco de ser preso, agora que perdeu a imunidade parlamentar.



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