Lava Jato: MICHEL TEMER,AÉCIO,SERRA,JUCÁ,RENAN,MAIA E ALCKMIN CITADOS NA ODEBRECHT

dezembro 12, 2016
O fim do governo Temer foi anunciado ontem pelo vazamento da delação do lobista da Odebrecht Claudio Melo Filho. O melhor amigo de Temer recebeu uma mala de dinheiro daempreiteira, parte dos R$ 10 milhões que ele pediu a Marcelo Odebrecht em jantar no Jaburu em 2014. Padilha e Moreira Franco, hoje os ministros mais próximos de Temer no Planalto, foram arrolados. Jucá, seu líder no Congresso, recebeu e administrou mais de R$ 22 milhões repassados pela empreiteira ao PMDB, em troca de favores no Senado. Renan e Rodrigo Maia não escaparam. Com esta pinguela de tábuas podres, não há travessia  possível até 2018, noves fora a calamidade econômica, que se nutre também do ceticismo sobre a duração e a sobrevida do governo.
No ritmo normal do Judiciário e da Lava Jato, quando as delações forem concluídas e homologadas, alguma atitude será tomada pelo procurador-geral da República, inclusive em relação a Temer. 

o PMDB é o principal atingido pelo depoimento dado ao Ministério Público Federal e vazado à mídia: nove importantes lideranças da legenda estão implicadas, entre elas Michel Temer, Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, Geddel Vieira Lima, ex-secretário de Governo, além dos senadores Romero Jucá, ex-ministro doPlanejamento, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Eunício Oliveira.


Brasília, 11 - O presidente Michel Temer convocou uma reunião de emergência neste domingo, 11, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e outros ministros do seu governo para uma avaliação das delações dos ex-executivos da Odebrecht para a força-tarefa da Lava Jato.

O Palácio do Planalto reagiu aos vazamentos com "preocupação" e sem "ingenuidade". A ordem do presidente Michel Temer é evitar muitos comentários, reforçar que as delações precisam se comprovar e que o governo tem que "continuar trabalhando" pelo País. Interlocutores do presidente, entretanto, admitem que "os efeitos disso precisam ser observados" e que a Lava Jato sempre foi e continua sendo um fato "imponderável".

Cláudio Melo Filho afirmou em delação que Temer pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht em 2014. Oficialmente, o Planalto negou ontem à noite a informação e afirmou que não há mais comentários a serem feitos e que a nota divulgada "diz tudo". No texto para responder as acusações, o presidente repudia "com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho". "As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente", completa a nota.


A falta de expectativas com a melhora da economia é a principal explicação para a piora na percepção do atual governo. Em julho 30% achavam que a situação econômica do País iria piorar - hoje são 41%. Já os que achavam que iria melhorar eram 38% em julho e são 28% agora.


BRASILEIRO VÊ MICHEL TEMER COMO FALSO, DESONESTO E PROTETOR DOS RICOS

dezembro 12, 2016
Michel Temer Conexão Política

 Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo 11, o índice de ótimo/bom de Michel Temer caiu de 14% em julho aos atuais 10%.
A população considera o presidente falso (65%), muito inteligente (63%) e defensor dos mais ricos (75%), diz ainda a pesquisa.
Metade dos brasileiros veem Temer como autoritário e 58%, desonesto. De zero a dez, a nota média dada ao desempenho do governo Michel Temer é 3,6.

MICHEL “TEMER JÁ COGITA A RENÚNCIA"

dezembro 12, 2016
Após as revelações da Odebrecht, o presidente Michel Temer (PMDB) já cogita a hipótese de renunciar ao cargo que assumiu em maio passado.

De acordo com o jornalista, a renúncia pode ocorrer até o dia 31/12 para que o peemedebista não saia escorraçado da Presidência.
Além das delações da construtora, que envolvem Temer e quase todo o seu governo, a pesquisa Datafolha, publicada ontem também pesa contra ele. O estudo mostra a queda de sua popularidade, que era crítica.

Essa pesquisa diz que, para 40% da população, a gestão de Temer é pior que a anterior, de Dilma Rousseff (PT). Para 34%, é igual e, para 21%, é melhor.
Revela ainda que 65% consideram o presidente falso, 63%, muito inteligente e, 75%, defensor dos mais ricos. Metade dos brasileiros veem Temer como autoritário e 58%, desonesto.
Mais do que dar esses números, o apresentador fez questão de destacar que a pesquisa foi realizada antes do vazamento da delação da Odebrecht. Ou seja, deixando claro que os números atuais podem ser ainda piores.




Um dos fatores que teria levado Temer a ir jantar com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e alguns líderes partidários hoje à noite teria sido exatamente este, avaliar o estrago do cavalo de pau no noticiário global


Ele queria saber quais os riscos de partidos aliados abandonarem o governo por conta disso.

Não é a delação da Odebrecht que mais preocupa Temer. Mas a forma como a Globo está se aproveitando disso para rifá-lo.
O presidente já estaria avaliando mandar o seguinte recado à emissora. De que não servirá de bucha de canhão para que o Congresso eleja alguém ao gosto da família Marinho no ano que vem.
Os próximos dias prometem muitas emoções.

 O Fantástico em sua seleção citou os políticos do PMDB, dois do PT, e omitiu que o Mineirinho (apelido de Aécio Neves (PSDB), na lista da Odebrecht) é apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014. E ainda que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), – o Santo – teria recebido na campanha de 2010 R$ 2 milhões por meio de seu cunhado Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin, segundo delações de executivos da empresa. Certamente isso não foi à toa.

Notícia publicada nesta segunda-feira, dia 12, pelo jornalista Renato Rovai, da revista Fórum, e repercutida pelo site Brasil 247, 

DATAFOLHA : LULA DISPARA NA PESQUISA 21 PARA 25% dos votos para Presidência em 2018

dezembro 12, 2016


                               Lula lidera em todos os cenários de 1º turno para Presidência em 2018



Em nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda (12), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na liderança em todos os cenários de primeiro turno da disputa pelo Planalto em 2018. O petista, que já liderava no último levantamento do instituto, realizado em julho, ampliou sua vantagem nas simulações.

Lula não apenas lidera com folga as preferências de voto dos brasileiros como vem crescendo de forma consistente, enquanto seus adversários tradicionais caem a cada rodada de sondagens", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Aliás, palmas para Michel Temer, que coseguiu ir do anonimato a campeão de rejeição (45%) em apenas seis meses. E sem a lista da Odebrecht, que foi depois da pesquisa!"

É só olhar, não preciso argumentar. Confira, de um em um, e veja se não é assim.

As duas únicas exceções a esta queda generalizada é a dos “candidatos da ferocidade”, Sérgio Moro e Jair Bolsonaro.

O tal “somos todos Sérgio Moro” que inunda as tevês e redes sociais deve ser lido como “todos, somos 11%”.



Trabalhar com a ideia de rejeição a Lula nas atuais circunstâncias é como avaliar um lutador que  está amarrado ao corner, apanhando dos adversários, do juiz, dos jurados e da parte da plateia que torce para o adversário.  Numa campanha, ele se levanta, tem televisão e pode se defender e atacar, o que agora lhe é vedado.

Aliás, palmas para Michel Temer, que conseguiu ir do anonimato a campeão de rejeição (45%) em apenas seis meses. E sem a lista da Odebrecht, que foi depois da pesquisa!


Em um cenário contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Lula teria 25% das intenções de voto e o tucano, 11%. Com esse resultado, o mineiro fica atrás também da ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade), que aparece com 15% das intenções.

Contra Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, Lula tem 26%.

Lula também venceria em todos os cenários de segundo turno, os três potenciais candidatos do PSDB —Aécio Neves, Geraldo Alckmin e  José Serra— não venceriam em nenhum dos cenários analisados pelo Datafolha.

A PONTE CAIU PRESIDENTE : TEMER CHAMA REUNIÃO DE EMERGÊNCIA NO PLANALTO

dezembro 11, 2016

Executivo relata pedido de 10 milhões de reais do atual presidente e episódios de pagamentos envolvendo Cunha, Padilha, Jucá, Renan, Eunício e Geddel

o PMDB é o principal atingido pelo depoimento dado ao Ministério Público Federal e vazado à mídia: nove importantes lideranças da legenda estão implicadas, entre elas Michel Temer, Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, Geddel Vieira Lima, ex-secretário de Governo, além dos senadores Romero Jucá, ex-ministro do Planejamento, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Eunício Oliveira.


Brasília, 11 - O presidente Michel Temer convocou uma reunião de emergência neste domingo, 11, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e outros ministros do seu governo para uma avaliação das delações dos ex-executivos da Odebrecht para a força-tarefa da Lava Jato.
                                                          Lava Jato atinge presidente Temer 
                                                                         conexão política 

No encontro, que acontecerá no Palácio do Jaburu, Temer também discutirá medidas para a retomada da economia ainda este ano. Essa reunião não estava prevista na agenda do presidente. Na sexta-feira, à noite, depois do vazamento da delação do ex-diretor de Relações Institucionais Cláudio Melo Filho, na qual foi citado, Temer foi para São Paulo. Ele retornou à Brasília por volta da hora do almoço deste domingo.


O Palácio do Planalto reagiu aos vazamentos com "preocupação" e sem "ingenuidade". A ordem do presidente Michel Temer é evitar muitos comentários, reforçar que as delações precisam se comprovar e que o governo tem que "continuar trabalhando" pelo País. Interlocutores do presidente, entretanto, admitem que "os efeitos disso precisam ser observados" e que a Lava Jato sempre foi e continua sendo um fato "imponderável".


Cláudio Melo Filho afirmou em delação que Temer pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht em 2014. Oficialmente, o Planalto negou ontem à noite a informação e afirmou que não há mais comentários a serem feitos e que a nota divulgada "diz tudo". No texto para responder as acusações, o presidente repudia "com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho". "As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente", completa a nota.


Nesta semana, está prevista a última votação da PEC do Teto dos Gastos, marcada para terça-feira, 13, e da LDO. O governo não quer que a tramitação dessas medidas, e da reforma da Previdência, sejam prejudicadas com o teor das delações dos ex-executivos da Odebrecht.

Pesquisa

Hoje, o Datafolha divulgou pesquisa que mostra um aumento da impopularidade do presidente. A parcela dos brasileiros que considera o governo Michel Temer ruim ou péssimo saltou de 31% para 51% de julho para dezembro. Segundo pesquisa Datafolha, 34% consideram a atual gestão regular e 10%, boa ou ótima. Em julho, quando ainda era interino no cargo, Temer era avaliado como regular por 42% e como ótimo ou bom por 14% dos entrevistados pelo instituto.


A falta de expectativas com a melhora da economia é a principal explicação para a piora na percepção do atual governo. Em julho 30% achavam que a situação econômica do País iria piorar - hoje são 41%. Já os que achavam que iria melhorar eram 38% em julho e são 28% agora.

O fim do governo Temer foi anunciado ontem pelo vazamento da delação do lobista da Odebrecht Claudio Melo Filho. O melhor amigo de Temer recebeu uma mala de dinheiro da empreiteira, parte dos R$ 10 milhões que ele pediu a Marcelo Odebrecht em jantar no Jaburu em 2014. Padilha e Moreira Franco, hoje os ministros mais próximos de Temer no Planalto, foram arrolados. Jucá, seu líder no Congresso, recebeu e administrou mais de R$ 22 milhões repassados pela empreiteira ao PMDB, em troca de favores no Senado. Renan e Rodrigo Maia não escaparam. Com esta pinguela de tábuas podres, não há travessia  possível até 2018, noves fora a calamidade econômica, que se nutre também do ceticismo sobre a duração e a sobrevida do governo.
No ritmo normal do Judiciário e da Lava Jato, quando as delações forem concluídas e homologadas, alguma atitude será tomada pelo procurador-geral da República, inclusive em relação a Temer. 


DATAFOLHA : 63% querem que presidente Temer renuncie

dezembro 11, 2016

  Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste domingo (11) apontou que mais da metade da população brasileira (63%) se diz favorável à renúncia do presidente Michel Temer ainda neste ano, para que sejam feitas novas eleições diretas.


Para que hajam eleições diretas ao cargo de presidente da República, ambos, presidente e vice deveriam ser afastados dentro dos dois primeiros anos do mandato da chapa.



Caso o presidente e vice acabem sendo afastados depois dos dois primeiros anos, prazo que encerrará ao fim deste ano, as eleições serão indiretas, por escolha do Congresso Nacional.

Para esclarecer esse cenário aos entrevistados, o Datafolha questionou o seguinte: "Você é a favor ou contra Michel Temer renunciar até o final do ano para a convocação de uma eleição direta para a Presidência da República?".



Além dos 63% favoráveis à renúncia, outro 17% se disseram contra a saída do peemedebista, enquanto 6% se declararam indiferentes e outros 3% disseram que não sabia responder.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 8 de dezembro e entrevistou mais de 2,8 mil de pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

O Datafolha também revelou uma nova pesquisa apontando que os índices de rejeição contra Temer dispararam. Em julho, 31% dos brasileiros consideravam a gestão do presidente ruim ou péssima. Agora em dezembro, o número subiu para 51%.



Aqueles que consideram o governo do presidente como regular foram 34%, enquanto no levantamento anterior, em julho, tinham sido 42%.


Porém, para que tenha uma nova eleição, seria necessário que Temer deixasse o cargo até 31 de dezembro. Isso porque segundo o artigo 81 da Constituição Federal, um novo pleito direto deve ser convocado em 90 dias se os cargos de presidente e vice-presidente ficarem sem titulares.

A publicação ressalta que o Datafolha expôs resumidamente esse cenário aos entrevistados, com a seguinte pergunta: "Uma situação em que poderia haver eleição antecipada para a Presidência no Brasil seria em caso de renúncia de Michel Temer até o final deste ano. Você é a favor ou contra Michel Temer renunciar até o final do ano para a convocação de uma nova eleição direta para a Presidência da República?".

Foram ouvidas 2.828 pessoas de 16 anos ou mais e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


Ministro do STF pede explicações à Câmara sobre demora em impeachment de Temer
Há oito meses pedido foi protocolado, mas segue sem comissão na Câmara


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, deu dez dias úteis para que a Câmara dos Deputados dê explicações sobre o andamento da comissão do impeachment do presidente Michel Temer (PMDB), instaurada há mais de oito meses.

Em abril deste ano, Marco Aurélio determinou que a Câmara instaurasse a comissão especial para analisar o pedido de afastamento de Temer. Desde então, os três presidentes da casa de Leis, Eduardo Cunha (PMDB), Waldir Maranhão (PP) e Rodrigo Maia (DEM) não foram capazes de cumprir a determinação.

A comissão tem atualmente apenas 16 dos 66 membros titulares. Boa parte dos indicados são da oposição (PT, PC do B, PDT, Rede, PSOL), mas há também indicados do PR, PT do B, PMB e PEN. Da base aliada de Temer, a maioria dos outros partidos não indicou nenhum titular.

A Câmara dos Deputados ainda não tomou conhecimento da determinação do ministro Marco Aurélio. O despacho do STF foi enviado nesta terça-feira (6).

Todos Envolvidos : Delação envolve o Presidente Michel Temer

dezembro 10, 2016
 Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht e um dos primeiros da empresa a depor, cita a cúpula do governo federal: o presidente Michel Temer (PMDB), os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-CE), o secretário de Parceria e Investimentos do governo Temer, Moreira Franco (PMDB), entre outros,O documento de 82 páginas com a delação à Justiça de Cláudio Melo Filho,


Delação atinge a cúpula do governo de Temer 


A lista traz o nome de mais de 20 políticos, que receberam dinheiro da empresa para realizar campanhas políticas e muitas vezes devolviam o favor aprovando medidas legislativas que favoreciam a empreiteira.




                                                           Juca PMDB envolvido

Na lista do "departamento de propinas", os políticos apareciam representados por codinomes, em negociações ocorridas entre 2005 e 2015.
 Jucá Envolvido


Melo Filho aponta Jucá, ex-ministro do Planejamento de Temer e apelidado de "Caju", como o principal responsável pela arrecadação do PMDB, centralizando a distribuição de mais de R$ 22 milhões, quantia paga pelo delator em nome da Odebrecht, dentro do partido.

O delator diz que Jucá era seu principal interlocutor no Congresso e teria cumprido esse papel ao apoiá-lo em pelo menos 12 atos ou propostas legislativas. Além disso, antecipava "atuações de deputados" contrários aos interesses da empresa.

Outro lado: Romero Jucá afirmou que desconhece o teor da delação de Cláudio Melo Filho e negou que recebesse fundos pelo partido.


Renan Calheiros (PMDB-AL) - "Justiça"
                                                           Renan Calheiros  -Senador
                                                                    CONEXÃO POLITICA 



Segundo Melo Filho, Renan atuava em apoio à Odebrecht nos mesmos casos que envolveram Romero Jucá, e também era destinatário do dinheiro pago pela empresa. Ele diz que interagiu algumas vezes diretamente com o atual presidente do Senado, mas que na maioria das vezes atuava sob a representação de Jucá. "Eu sempre vi no senador Romero Jucá a presença intrínseca da figura do senador Renan Calheiros", disse o delator.
Citado nas delações Temer e Maia 

De acordo com o delator, Renan, sob o codinome "Justiça", recebeu R$ 500 mil da empresa como "contribuição financeira" em 2010. Melo Filho conta também que Renan pediu diretamente a ele que a empresa contribuísse com a campanha de seu filho Renan Filho, ao governo de Alagoas em 2014 - a Odebrecht acabou doando cerca de R$ 2,3 milhões.

Outro lado: Renan Calheiros disse que jamais autorizou ou consentiu que falassem em seu nome em negociações desse tipo.

Eunício Oliveira (PMDB-CE) - "Índio"
Atual líder do governo no Senado, Eunício é apontado como parte do núcleo do PMDB na Casa, ao lado de Jucá e Renan, e também atuava como interlocutor da Odebrecht no Senado. Eunício teria recebido R$ 2 milhões da empresa para aprovar uma medida provisória.

Outro lado: Eunício Oliveira afirmou que todos os recursos recebidos foram declarados e aprovados pela Justiça Federal.
     GEDDEL E TEMER 

Eliseu Padilha (PMDB-RS) - "Primo"
O ministro-chefe da Casa Civil de Temer, chamado de "Primo", é apontado por Cláudio Melo Filho como aquele que "concentra as arrecadações financeiras" do PMDB na Câmara - Padilha foi deputado federal entre 2003 e 2014 - para repassar internamente no partido.

Melo Filho diz que Temer agia de forma indireta e que Padilha seria seu representante junto às empresas. O delator relatou vários encontros com o atual ministro-chefe da Casa Civil.

O executivo ainda afirmou que Temer solicitou um pagamento a Marcelo Odebrecht, no valor de R$ 4 milhões, e quem intermediou o negócio foi Padilha. Atendendo outro pedido direto de Temer ao vice da Odebrecht, a empresa decidiu pagar R$ 10 milhões ao PMDB para as campanhas eleitorais de 2014 - R$ 6 milhões a Paulo Skaf, candidato do partido ao governo de São Paulo na época, e R$ 4 milhões a Padilha. Parte desse dinheiro, de acordo com o executivo, terminou com Eduardo Cunha.
Cunha Temer e Juca 

Outro lado: O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, lembrou não ter sido candidato a cargos eleitorais em 2014 e disse que nunca tratou de arrecadação para deputados com ninguém. Ainda foi enfático ao afirmar que "a acusação é uma mentira!" e disse ter certeza de que isso será comprovado.

Moreira Franco (PMDB-RJ) - "Angorá"
Segundo Melo Filho, Moreira Franco, secretário de Parcerias de Investimentos de Temer e ex-deputado federal, também era "arrecadador" do PMDB na Câmara, "em menor escala" em relação a Eliseu Padilha, e atuava como representante de Temer.

O executivo afirmou que Moreira Franco, quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma Rousseff, em 2014, solicitou uma contribuição financeira da Odebrecht para as campanhas do PMDB durante uma reunião na própria Secretaria da Aviação Civil, onde foram tratados temas relativos à atuação da empresa no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.


Esse pedido foi reforçado depois por Eliseu Padilha, sucessor de Moreira Franco na pasta. "O fato é que pagamentos ocorreram em razão de um pedido feito por um ministro de Estado em ambiente institucional e por ocasião de uma reunião de trabalho", diz os termos da delação.

Outro lado: Moreira Franco declarou que a acusação é mentirosa e que nunca tratou de assuntos de verbas com o executivo da Odebrecht.
Geddel cria crise no governo Temer 

Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) - "Babel"
Apontado como outro membro influente do PMDB na Câmara, "interagindo com agentes privados para atender seus pleitos em troca de pagamento", Geddel, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Temer, tinha relação pessoal com o delator Cláudio Melo Filho, que se tornou o principal interlocutor do ex-deputado na Odebrecht.

O executivo afirmou que transmitia pedidos a Geddel "sem constrangimentos. "Geddel recebia pagamentos qualificados em períodos eleitorais e em períodos não eleitorais. E fazia isso oferecendo contrapartidas claras", diz os termos da delação.

Estão citadas na delação do executivo doações da Odebrecht a Geddel nas campanhas eleitorais de 2006 (R$ 1 milhão), 2008 (valor não especificado), 2010 (R$ 1,5 milhão) e 2014 (R$ 2,4 milhões), todas elas intermediadas por Melo Filho. "Apesar dos pagamentos frequentes, Geddel sempre me disse que poderíamos ser mais generosos com ele", disse o executivo.

Outro lado: O ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou que as doações da Odebrecht em suas campanhas estão declaradas à Justiça Eleitoral.


Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - "Caranguejo"
Melo Filho cita a proximidade de Cunha com a Odebrecht, principalmente por meio de Henrique Valladares, presidente do setor de energia da empresa, e diz que não foi o responsável por intermediar os pagamentos que constam nas planilhas ao nome "Caranguejo", que identifica o ex-deputado. O executivo diz, no entanto, que a empresa doou R$ 7 milhões a Cunha em 2010 "supostamente destinados à campanha eleitoral" do ex-deputado.

Outro lado: O advogado do ex-deputado Eduardo Cunha, Pedro Ivo Velloso, disse que refuta "veementemente" qualquer suspeita relacionada ao tema.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) - "Botafogo"
Segundo Melo Filho, em relação a Maia, apelidado de "Botafogo", foi acordado o pagamento de R$ 7 milhões para diversos políticos para facilitar a tramitação de uma MP de interesse da Odebrecht. Segundo o ex-executivo, na fase final da aprovação da MP, Maia o procurou para pedir apoio no pagamento de pendências da campanha para a prefeitura do Rio, em 2012.


"Solicitou-me uma contribuição e decidi contribuir com o valor aproximado de R$ 100 mil, que foi pago no início do mês de outubro de 2013. Referido parlamentar era visto por mim como ponto de interlocução dentro da Câmara dos Deputados na defesa dos interesses da empresa."

Maia também solicitou diretamente a Melo Filho, de acordo com o delator, uma contribuição para sua campanha eleitoral em 2010, recebendo da Odebrecht uma doação de R$ 500 mil.

Outro lado: Em nota, a assessoria do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirma que todas as doações eleitorais recebidas foram legais e devidamente declaradas ao TSE. "O deputado nega com veemência a acusação de ter participado de qualquer tipo de negociação com a Odebrecht para aprovação de medida provisória ou de outra proposta legislativa. Ele afirma que as declarações veiculadas pela imprensa são absurdas e que nunca recebeu nenhuma vantagem indevida para votar qualquer matéria."

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